Por Matheus Mattos

Quarta bateria da noite, o Paraíso da Tuiutí apostou num andamento alto pro desfile. As variações de surdos, principalmente nas paradinhas, engrandeceram a passagem da Super Som na Sapucaí. Ainda no primeiro recuo, pôde-se notar um leve descompasso entre frente e cozinha.

No geral, as bossas trabalham as conversas das marcações e explosão no ataque da cozinha. A bossa do primeiro refrão, que foi a mais executada, trabalha com eficiência tal observação. Porém, no momento em que as caixas zeram o ataque dentro da bossa, mais especificamente no trecho “No Morro do Tuiutí”, algumas sobravam.

A paradinha executada no “Todo 20 de Janeiro” baseou-se nas frases do surdo de terceira, que destacou o entrosamento dos ritmistas e a afinação equilibrada do instrumento.

Mesmo dentro do segundo recuo, a Super Som não poupou convenções.

No caso das cordas, o violão de 7 cordas se destacou pela diversidade de informações no dedilhado e boa execução de cada arranjo. Os músicos fizeram um bom aproveitamento das cordas graves e das agudas. Notou-se também um arpejo do Cavaco no começo da segunda estrofe e dobradinhas em trechos específicos, como na retomada da bossa.

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