Quinta escola a desfilar na Sapucaí na sexta-feira, a Acadêmicos do Cubango levou o enredo ‘A voz da liberdade’, homenageando a figura de Luiz Gama e sua luta antiracista. O primeiro setor da escola trouxe as raízes africanas e os ancestrais da nobreza do antigo reino de Benin, na costa oeste do continente.

Inclusive, Luiza Mahin, mãe de Luís Gama, foi princesa do Reino de Benin, sendo trazida junto com seu povo para trabalhar no regime de escravidão na América. A ala das baianas representou essa riqueza africana.

“Maravilhoso esse enredo, muito bom falar da escravidão, do abolicionismo. Não só a escola de samba, mas a televisão, o museu, o teatro, a cultura em geral. E a família. Tem que falar”, alertou Cristina Pontes, que desfila como baiana na escola há oito anos.

As saias eram verde limão, com um tecido em preto e branco sobreposto. Uma máscara africana em tom de cobre ainda fazia parte do figurino, que foi muito elogiado pelas componentes da ala.

“A minha fantasia está maravilhosa! Levíssima! Só não roda se não quiser”, brincou Edinalva Ferreira, baiana da Cubango desde 1973, quando migrou de Salvador para Niterói.

“Graças a Deus a fantasia é levíssima. Ta bonita, mas o importante pra gente é a leveza… Pra poder brincar, pra poder fazer o que a gente tem que fazer tem que estar leve”, admitiu Cristina.

“Sou negra, maravilhosa, africana, descendente da África. Isso só traz alegria, porque o Brasil é mestiço. É uma união de povos. E a Cubango vem trazendo na Avenida pra todo mundo ver”, contou a baiana Edinalva, ressaltando a importância de se cantar ‘A Voz da Liberdade’. A ala das baianas veio à frente do carro abre-alas da escola.

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