A Unidos de Padre Miguel levou o enredo Ginga para a Avenida, e apresentou a trajetória histórica da Capoeira, uma dança de matriz africana, conhecida e praticada em diversos países.

A ala das baianas da Unidos de Padre Miguel foi dividida em dois grupos. A primeira parte, as baianas com fantasias pretas, representavam Nossa Senhora da Boa Morte. Já o segundo grupo, as baianas de branco, eram os toucheiros. Em ambas, elas carregavam crucifixos em suas fantasias.

As fantasias escuras reproduziam a festa para a padroeira, que já completou mais de 200 edições no município do recôncavo baiano. Onde é comemorado a luta do povo negro contra a escravidão. A roupa remetia à uma celebração dedicada às irmãs falecidas e elas levavam buquês de flores em forma de homenagem.

Renata Mota, uma das matriarcas, explicou ao site o significado das indumentárias.

“Nós de preto e vermelho somos Nossa Senhora da Boa Morte, que é uma santa muito tradicional em Salvador que é o berço da capoeira e no meio da nossa ala formará uma cruz em branco, que são as baianas de branco, elas vem representando o Espírito Santo que é o guardião de Nossa Senhora da Boa Morte”,

Para Renata que é professora de história e baiana da vermelho e branco por mais de 10 anos, o enredo foi uma escolha muito importante para manter viva a tradição e cultura da capoeira.

“Eu não poderia estar mais feliz, mais apaixonada por esse enredo. É conseguir resgatar um pouco da nossa cultura, exaltar a cultura brasileira, exaltar a capoeira que é uma arte maravilhosa. A gente tem que continuar cultivando e cultuando nossa história”, concluiu.

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