Por Larissa Rocha

Com o enredo “Em Nome do Pai, do Filho e dos Santos – A Vila Canta a Cidade de Pedro”, a Unidos de Vila Isabel levou para Avenida a história de Petrópolis, cidade serrana do estado do Rio de Janeiro, fundada por Dom Pedro ll. As baianas da escola vieram na segunda ala, nomeada de “Ao Girar da Coroa, Sua Alteza Vila Isabel”, representando a realeza e a agremiação.

Feita de acetato, tela, veludo, jabu, vime, bola de isopor e com predominância da dourado e tons de azul, as saias das baianas formavam coroas deslumbrantes: a parte de cima era inspirada em vestidos de festa da realeza e possuía esplendor nas costas. Na cabeça, elas apresentavam perucas de penteados comuns às mulheres da época. Em cima da peruca, ficava a coroa real.

Rogério Sampaio trabalha no ateliê da escola, ele fez o protótipo e a reprodução original das roupas e afirma que o trabalho de confecção não foi fácil.

“A confecção de cada uma das roupas das baianas demorou em média de 15 a 20 dias para ficar pronta”, contou.

Vera Lúcia Bellandi, coordenadora da Ala das Baianas desde 2005, reforça a importância da coroa para as baianas.

“O carnavalesco achou que as baianas deveriam vir de coroa porque é o símbolo da escola, e, ao mesmo tempo, fazendo a associação ao enredo. Tem significado duplo”, afirmou.

E apesar de a fantasia aparentar um pouco pesada, a baiana Elizabeth Christina, que completou seu oitavo ano na ala, descordou e afirmou ter adorado a fantasia.

“Eu estou linda! Da cintura para cima eu estou me sentindo a Xica da Silva. Hoje eu sou literalmente uma coroa, porém enxuta”, brincou.

Elaiza Alvez desfila há 8 anos na escola de Noel e também achou a fantasia maravilhosa: “É uma coroa. É chic em cima do chic. Com isso não tem como a gente não voltar”, afirmou, se referindo ao Desfile das Campeãs, no próximo sábado.

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