A Alegria da Zona Sul vai desfilar no Carnaval 2019 da Série A tendo superado diversos obstáculos. O primeiro e principal foi a ausência de um espaço para construir suas alegorias. Após o último carnaval algumas escolas perderam seus barracões na Zona Portuária e a agremiação foi uma das afetadas, não tendo para onde ir com suas alegorias. Há um mês do desfile, a Alegria começou a erguer suas alegorias e a estrutura física da sua nova moradia carnavalesca. O presidente da escola, Marcus Vinícius, ressaltou a garra na produção do desfile de 2019.

“Fizemos quatro alegorias e vamos vir melhor do que muitas escolas que não tiveram nem 10% de todos os problemas que passamos. Conseguimos com muito sacrifício fazer um carnaval digno”, disse.

Perguntado sobre o enredo para este ano “Saravá, Umbanda”, o presidente
da Alegria diz que a fé na religião foi um divisor de águas para encontrar forças
em erguer um desfile que ficará marcado na história da escola.

“O enredo foi primordial para escola, e também culturalmente falando vamos mostrar um pouco da nossa história, logicamente, a nossa fé é o que nos move. Nossos parceiros espirituais estão nos ajudando e interagindo para a gente poder fazer essa homenagem da melhor maneira possível, com muita dignidade, amor, carinho, sacrifício e consideração com a religião”, afirmou.

Na escola há 4 anos, o carnavalesco Marco Antônio Falleiros diz que a ideia inicial para o desfile de 2019 era falar de uma determinada entidade, e após estudar e consultar diversas pessoas sobre a religião o enredo foi trocado por algo que desse mais conteúdo e rendesse mais emoção na Sapucaí.

“Nós íamos fazer um enredo sobre a história dos Pretos Velhos, mas quando fomos pedir a licença para fazê-lo foi pedido para fazer um trabalho com mais história e informações. Foi sugerido falar sobre a religião, não só sobre a entidade e sim sobre a Umbanda em que o mais interessante da própria religião é ela ser totalmente brasileira, misturando o sincretismos religioso a história de todas as guias” declarou.

Entretanto, as dificuldades fizeram o carnavalesco repensar na hora de produzir o desfile de tamanha qualidade plástica e visual. A maior vontade foi mostrar que com os problemas passados a escola teve um novo olhar para por um desfile de ponta na avenida.

“Costumo brincar que este foi o carnaval do jeitinho. O barracão feito em quatro semanas. Foi um ano muito difícil e complicado, além da crise e de ficarmos sem barracão, nós tivemos pouco tempo para tudo sem contar que, saquearam quase todo nosso material do carnaval passado como madeiras, ferros, motores dos carros e pneus, mas conseguimos fazer o carnaval usando bastante criatividade. Apostei em nos materiais mais fáceis e que remetam a religião como renda, flores, palhas, esteiras e espelhos” disse Marco.

Marco Antônio comenta que sua aposta será no início da escola.

“Eu sempre aposto na cabeça do desfile como a comissão de frente e abre-alas, que é composto por imagens sacras e o nosso mentor o Preto Velho. É um carro bem interessante e terá a iluminação como fator principal do abre-alas”.

A Alegria da Zona Sul será a segunda escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, na sexta-feira, levando o enredo sobre a história da religião Umbanda e fé de seus fiéis que nela exercitam o amor e caridade. Com dois mil componentes e quatro alegorias.

1° setor – ABRINDO NOSSOS TRABALHOS. (Abre-Alas: Congar, altar)

2° setor – CABOCLOS CURANDEIROS E PODER DAS ERVAS. (Carro: Caboclos e poder das ervas)

3° setor – A SORTE, A RUA E A MALANDRAGEM. (Carro: povo de rua, salve a Malandragem)

4° setor – 11º ANOS DE AMOR E CARIDADE. (Carro: Iemanjá, rainha do Mar)

Ficha técnica do barracão:
– Ferreiro: Pedro
– Marceneiro: Beto do Cavaco
– Escultores: Rema, Igor e Mineiro
– Pintura de arte: Rema e Igor
– Iluminação: Kibe
– Decoração: André e Cleberson
– Espelho: Anselmo

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