Por Karina Figueiredo

“Vamos plantar a paz”. Este é um verso do samba-enredo do Unidos de Bangu que apresenta a importância de cuidar do que é cultivado, e aborda o tema da agricultura e o combate à miséria. Para ilustrar a apresentação, o símbolo escolhido foi a batata. Do junk-food ou fitness, alimento está presente na maioria dos pratos brasileiros e estrangeiros. Neste sentido, a capacidade do legume de reunir todas as tribos recebeu destaque no quarto carro da agremiação, “Batata: símbolo de união e paz”.

A escolha do carnavalesco Alex de Oliveira foi uma aposta criativa. Partindo do contexto histórico, ele introduziu figuras de grande relevância neste contexto durante o desfile. Além do último carro, a 11ª ala também chamou atenção. Intitulada “Versailles e Antoine Permentier”, representou um chefe de cozinha, com algumas batatas compondo a decoração. A proposta foi apresentar a figura de mestres da gastronomia que comandam a cozinha.

Para Valquíria, que acompanha um grupo de turistas europeus, a combinação de comida e samba gera um atrativo cultural. “A maior parte do grupo é formada por foliões da Inglaterra, país de origem da batata, e de muitas pessoas da França. O último carro foi uma alegoria internacional que falou da união dos povos, e a batata foi escolhida porque é um alimento presente em todos os países e de várias maneiras diferentes”, disse ela, que veio da França para desfilar na agremiação.

A francesa Naomie Pereira também deixou o país por uns dias para cruzar a Sapucaí pela Bangu. Para ela, a abordagem da batata no samba-enredo torna o tema da escola ainda mais criativo. A estreante na avenida ainda disparou “Amo batatas fritas e parmentier”.

A veterana Sandra Raquel, que desfila na escola há mais de 20 anos, também elogiou a escolha da Bangu. “A escola buscou explicar de onde vem a batata, além de ter falado sobre a terra, a colheita e o consumo do legume dentro e fora do Brasil”, concluiu.

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