Em uma ação relacionada ao seu enredo sobre “empretecer o pensamento”, a Beija-Flor recebeu, nesta quarta-feira em seu barracão na Cidade do Samba, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ativistas representantes de entidades que lutam pelos direitos da população preta no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. O encontro teve como objetivo ambientar os visitantes no tema da azul e branca para o Carnaval 2022, uma exaltação à intelectualidade negra.

Foto: Divulgação

Na “fábrica de sonhos”, estiveram presentes a coordenadora-executiva da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR), a economista Giselle Florentino; a coordenadora da ONG Criola, a assistante social Lucia Xavier e o coordenador do Instituto de Defesa da População Negra (IDPN), o advogado Joel Luiz Costa. O trio foi recepcionado pelo carnavalesco Alexandre Louzada e também pelo designer, figurinista e projetista André Rodrigues — ele integra a comissão de artistas negros que desenvolve o desfile.

“Durante o encontro, ouvi a frase: “Se eu pudesse escolher uma maneira de contar a nossa história, seria dessa forma como vocês estão fazendo”. Foi uma reação tão positiva quanto à da Conceição Evaristo (escritora), que também me impactou muito na construção do desfile”, conta André, ao relatar detalhes da visita: “Essas pessoas estão no front ajudando outros irmãos no duro processo de sobreviver neste mundo. São as vozes mais importantes pra nós. Fico feliz por estarmos tocando o coração deles e de todos os que estão conhecendo o projeto”.

Giselle, Lucia e Joel foram convidados pela equipe da Beija-Flor a desfilar na Sapucaí em abril, para quando as apresentações do Grupo Especial foram adiadas em decorrência da pandemia da Covid-19. Assim como eles, a escola está recepcionando no barracão outras figuras ligadas à causa, dia a dia. A expectativa é que elas ajudem a disseminar a mensagem de respeito e igualdade, entre outros valores imprescindíveis, que a Beija-Flor prepara.

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