Em sua estreia no Império Serrano, o carnavalesco Leandro Vieira desenvolverá o enredo sobre Manuel Henrique Pereira, o Besouro Mangangá.

Em entrevista ao jornal O Dia, nesta segunda-feira, o artista que fará jornada dupla na verde e branco da Serrinha e na Estação Primeira de Mangueira, fala da ideia do enredo.

“Descobri que Besouro era filho de Ogum, um orixá que o Império tem intimidade, porque São Jorge é o padroeiro da escola. E ele tem toda essa ideia de luta, de resistência. O Besouro também dialoga muito com esses Carnavais que eu gosto de realizar, que apresentam nomes e histórias desconhecidas para o público, e valorizam a resistência negra no Brasil”, disse Leandro Vieira na entrevista para O Dia.

Quem foi Besouro Mangangá?

Manoel Henrique que, desde cedo, aprendeu os segredos da capoeira com o Mestre Alípio no Trapiche de Baixo, foi batizado como Besouro Mangangá por causa da crença de muitos que diziam que quando ele entrava em alguma embrulhada e o número de inimigos era grande demais, sendo impossível vencê-los, então ele se transformava em besouro e saía voando. Várias lendas surgiram em torno de Besouro para justificar de seus feitos, a principal atribui-lhe o “corpo fechado” e que balas e punhais não podiam feri-lo. Devido aos seus supostos poderes Besouro Mangangá tornou-se um personagem mitológico para os praticantes da capoeira, tendo sua identidade relacionada aos valentões, capadócios, bambas e malandros.

Especula-se que não gostava da polícia e que teria praticado de vários confrontos com as força policiais, às vezes levando vantagem nos embates, porém, segundo Antonio Liberac Cardoso Simões Pires: “Suas práticas não podem ser associadas ao banditismo, pois Besouro sempre se caracterizou como um trabalhador por toda sua vida, nunca sendo preso por roubo, furto ou atividade criminal comum. Suas prisões foram relacionadas às ações contra a polícia, principalmente no período em que esteve no exército”. Algumas documentações históricas registram os confrontos entre Besouro Mangangá e a polícia, como o ocorrido em 1918, no qual Besouro teria se dirigido a uma delegacia policial no bairro de São Caetano, em Salvador, para recuperar um berimbau que pertencia ao seu grupo. Com a recusa do agente em devolver o objeto apreendido, Besouro partiu para o ataque com ajuda de alguns companheiros. Eles não conseguiram recuperar o berimbau desejado, pois foram vencidos pelos policiais, os quais receberam ajuda de um grupo de moradores locais.

Leia aqui a reportagem completa em O Dia

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