Segunda escola a pisar na Marquês de Sapucaí, a Rocinha apresentou na avenida a história de Maria Conga, princesa congolesa retirada de seu país para ser escravizada no Brasil. Ela fundou um Quilombo na cidade de Magé para proteger negros fugidos de seus senhorios. A sétima ala da agremiação retratou os capitães do mato, homens que a perseguiram, inconformados com a luta de Maria pela liberdade e direito dos negros.

Intitulada “Demônio Perseguidor”, a ala trouxe uma fantasia sombria e de tons escuros. Uma criatura verde, parecida com um dragão, adornou os ombros do componente. A integrante Rosannea Pereira, que comemorou seu aniversário de 58 anos na Avenida junto com a agremiação, afirmou que gostou muito da representatividade desse ser místico como um monstro que vagava atrás dos negros

“Essa ala é muito importante para o contexto da vida de Maria Conga e é bacana porque foi citada no samba da escola”, disse a componente Alessandra Rodrigues, de 40 anos. O traje, formado por uma calça cinza, blusa marrom e chapéu preto, remeteu exatamente às roupas usadas pelos capitães do mato. Como adereço, os integrantes carregaram nas mãos um chicote, objeto cruel utilizado para castigar os escravizados.

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