Por Vinicius Vasconcelos. Fotos: Toninho Ribeiro

Precursora do Ballet no Estado do Espírito Santo, a história de Lenira Borges vai ser o enredo do Pega no Samba em 2019. Apesar de ter nascido em Porto Alegre, foi em Vitória onde a bailarina fincou suas raízes e contribuiu de forma decisiva para a arte da dança no país. Idealizado por Douglas Paluzzo e Júnior Pernambucano, o título será “Lenira Borges: Uma Vida para a Dança”.

Douglas, um dos carnavalescos do Pega, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO e contou qual a proposta do enredo. E explicou também sobre necessidade de exaltar as figuras importantes do Espírito Santo.

“O presidente de honra Lajota foi quem doou o enredo. Já era um sonho antigo dele, seria tema em 2010 na gestão passada da escola, mas acabou sendo engavetado. Agora com uma nova administração o enredo voltou a tona. Lenira é uma bailarina conhecida do povo capixaba e que formou diversos novos bailarinos por aqui. Fez uma carreira bonita com passagens pelo RJ, a partir daí contamos a história sobre a vida dela. Fazemos uma viagem aos repertórios de Ballet, viajando no mundo encantado da dança. Um encontro mágico e lúdico. Até chegar no Lago dos cisnes, quebra nozes e pássaro de fogo. O final do desfile será um grande encontro dela com o rei sol no castelo de Versalhes, num grande baile. A escola é tem características de enredos leves e esse se encaixou perfeitamente”.

Se dividindo entre o barracão no Espírito Santo e da Rocinha no Rio de Janeiro, Júnior Pernambucano desabafou que a crise é um problema rotineiro nas duas cidades, e que cabe aos carnavalescos suprirem a ausência de dinheiro com o uso da criatividade.

“Já estou na base da crise faz tempo. Tanto Vitória quanto Rio, me acostumei com isso. Fazemos carnaval na base do truque e da criação com materiais alternativos. Precisamos correr atrás para fazer um bom trabalho. Muitas modificações são feitas desde o projeto original. Não pode um tecido, compra-se outro. Escultura é pensada num tamanho mas precisa ser reduzida. A crise é geral e não tem pra onde fugir. O carnaval do Brasil está dessa maneira por conta da nossa economia, não é exclusividade dos desfiles das escolas de samba. Todas estão passando por dificuldade muito grande, no RJ é um caso a parte porque a briga é ideológica com a prefeitura. Eu e o Douglas dividimos muito bem nosso trabalho e ele fica põe mais a mão na massa por eu não ter como ficar indo pessoalmente todos os dias ao barracão”.

Entenda o desfile:

Setor 1: A vida dela com comissão de frente e casal. Homenagem principal já vem no abre alas com ela fazendo Ballet aos doze anos e se apaixonando pela dança.
Setor 2: Os musicais como Quebra Nozes, Scheherazade e Lago dos Cisnes.
Setor 3: Musicais infantis Bela e a Fera, Cinderela e Chama de Paris.
Setor 4: Ida até o Castelo de Versalhes onde o rei sol recebe Lenira no grande vale da corte.

Ficha Técnica:
Enredo: Lenira Borges uma viagem para dança
Presidente: Sandro Rosa
Carnavalescos: Douglas Paluzzo e Júnior Pernambucano
Diretor de carnaval: Douglas Paluzzo
Diretor de harmonia: Alessandro Fernandes, Athanazio Santos e Ricardo Araújo
Intérprete: Fernando Brito
Compositores do samba-enredo: Almeida Junior, Almir Cruz, Antonio Conceição, Breno Almeida, Gabriel Do Cavaco, Jean Brito, Junior Oliveira, Neyzinho Do Cavaco, Tuninho Azevedo, Wescley Alves
Mestres de bateria: Leandrinho e Patrick Rocha (Nenê)
Rainha de bateria: Júlia Gabriela
Coreógrafo comissão de frente: Jorge Mayko
Alas: 18
Alegorias: 4
Tripés: –
Componentes: 1300
Baianas: Dulcineia, grande paixão de Dom Quixote
Bateria: Quebra-nozes
Casal de mestre-sala e porta-bandeira: As asas da imaginação

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