A Unidos da Tijuca reabriu sua quadra, na tarde de domingo, para a volta da feijoada mensal, com mesas separadas, medição de temperatura na entrada, além de álcool em gel para o público e um trabalho forte da equipe da escola para limpeza e higienização constante. Anfitrião do evento, mestre Casagrande explicou como conseguiu passar pelo período sem pisar na quadra.

“Foi um período muito difícil. É o nosso dia a dia sentir o calor do povo que nos acompanha. A pandemia trouxe uma situação difícil para quem vive do samba e eventos. Muita gente vivia disso. Não somos só o desfile. Fazemos um movimento muito grande no âmbito cultural e financeiro. Lá no início, a gente achava que passaria rápido essa doença, foi um negócio muito grave, ainda temos que nos cuidar, e não termos uma segunda onda”, afirmou Casagrande, que ainda completou falando da operação para fazer o evento deste domingo.

“Pensei muito para reabrir. A ideia era essa de ter um público máximo de 400 pessoas, no local que cabem 4 mil. Fizemos o curso da Vigilância Sanitária. Nossa preocupação maior era atender o público com total segurança sanitária. Uma série de coisas tivemos que nos adaptar, como estar de máscara, protetor facial. É o novo normal, a cada dia uma novidade, a ciência vai avançar e teremos que seguir esse caminho. A escola está trabalhando, os sambas estão sendo confeccionados, vamos receber todas obras em dezembro e pensamos em fazer disputa presencial com um público menor, por exemplo, a bateria terá de 15 a 20 ritmistas. Estamos muito esperançosos que tenha carnaval em julho. O importante é se movimentar. Isso é fundamental também para saúde mental do sambista”, disse Casão.

 

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O intérprete Wantuir não escondeu a felicidade de voltar para quadra e ressaltou a importância do retorno das atividades do samba para pessoas que dependem do carnaval para terem o sustento da família.

“Estou feliz demais de poder voltar para quadra. Foi um período muito difícil. O sambista é uma pessoa agitada e alegre. Dentro de casa, mesmo vendo live, não é a mesma coisa. Espero que venha logo a vacina para voltarmos para rotina normal. Quando o saiu o enredo já mexeu com a gente e estamos na luta para que seja confirmada logo a data dos desfiles com a vacina. São milhares de pessoas que vivem do carnaval e estavam em casa paradas, sem ajuda de ninguém do governo. Importante respeitar as determinações da área da saúde e voltarmos a viver”.

Lexa, rainha de bateria, esteve na quadra. Ela ficou um tempo no camarote e depois foi para o palco sambar com a bateria. Ao site CARNAVALESCO, a cantora elogiou os cuidados da Unidos da Tijuca na reabertura da quadra.

“Vim com máscara, álcool em gel, me emocionei quando entrei. Quem ama o carnaval sabe a falta que está fazendo nas nossas vidas. Estou com pessoas que estão sempre comigo. Muita gente vive e respira o carnaval. Estou para apoiar. Não é furdunço. É a minha escola e com responsabilidade social”, comentou a rainha de bateria tijucana.

 

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Uma das atrações da feijoada foi o Arruda. Gustavo e Maria, integrantes do grupo, falaram sobre a volta das feijoadas nas escolas.

“É uma alegria muito grande e responsabilidade enorme. Fazer uma roda de samba dentro das medidas sanitárias, que essencialmente é de aglomeração é um desafio. Não tem jeito. É o novo normal. Temos que fazer assim até a chegada da vacina”, citou Gustavo. “Foi muito difícil ficarmos sem nossa energia coletiva. O samba é sagrado. Estamos muito felizes porque retomamos o samba”, completou Maria.

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