Casal Lage prepara enredo irreverente e com apelo popular na Grande Rio

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Um dos maiores carnavalescos da história, Renato Lage por pouco não levou a Grande Rio ao seu primeiro título em 2018. Até o problema com a última alegoria, a escola de Caxias vinha fazendo uma grande apresentação na Marquês de Sapucaí. Agora, o artista prepara um enredo diferente e que promete ter apelo popular.

“O enredo é irreverente, tem humor e ele é crítico, fala da falta de educação do brasileiro. A gente brinca com isso, dá um alerta, chama a atenção, ‘diz oh, não é por aí’. O enredo é popular também a gente fala de educação, mas não aquela coisa chapa branca que é bem complicada no país. Pegamos o viés da falta de educação do brasileiro. O samba é maravilhoso, faz a pessoa refletir, vestir a carapuça’. Aconteceu o imponderável em 2018. Foi um pouco frustrante porque a gente sabia que tinha um trabalho bacana pra chegar ali nas cabeças. Mas por outro lado, eles confortaram muito a gente, o Jayder, as pessoas da escola e até da comunidade se sentiram muito felizes, honradas, grandiosas com o trabalho que foi feito. Que pena que isso aconteceu, mas ano que vem não vai acontecer, claro, e vamos chegar lá pra ‘chegar junto’ de novo”, prometeu Renato Lage.

Márcia Lage elogiou a administração da Grande Rio e a chegada dos coreógrafos Hélio e Beth Bejani.

“É uma maravilha trabalhar aqui, eles nos dão total apoio. São comprometidos e trabalhar com Hélio e a Beth Bejani é maravilhoso, é o ‘açúcar no café com leite’. É uma escola que tem se preparado pra fazer grandes carnavais. Vem desempenhando muito bem o papel dela. Agora que estamos aqui vemos a maneira séria como a escola trabalha, que tem comunidade, que leva muito a sério a participação na Avenida. Vamos falar em 2019 dos problemas dos brasileiros. A gente tem que parar com a mania de pensar que não somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. A gente é protagonista dessa coisa toda. Se você tem uma corrupção lá em cima é porque de alguma forma a gente deixou isso acontecer. E a corrupção está também nas pequenas coisas diárias, como por exemplo, um gato de água. Se o cara faz, isso, quando chegar lá na política vai fazer também. A ideia é mostrar que a gente faz esse tipo de coisa todo dia”.

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