A Liesa decidiu no mês de setembro que não haverá desfiles em 2021 na data religiosa do carnaval, em fevereiro, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Entretanto o cenário de incertezas causado pela Covid-19 permanece afligindo escolas de samba e profissionais e deixa muitas perguntas ainda sem resposta. Haverá desfile em 2021? Quando? Como as escolas farão para ter fluxo de caixa? O que fazer com os profissionais que dependem da festa para se sustentar?

Em face a tantas dúvidas a reportagem do CARNAVALESCO apurou que o clima entre dirigentes e artistas nos bastidores das agremiações é de tensão. Carnavalescos estão há meses sem receberem em algumas escolas e os mandatários delas não sabem como fazer para dar alguma perspectiva a seus profissionais.

Durante a plenária que decidiu pelo adiamento dos desfiles de 2021 surgiu uma luz no fim do túnel. As lives com as escolhas de samba das escolas do Grupo Especial que seriam transmitidas pela Globo. Através da Lei Aldir Blanc, que viabiliza recursos aos trabalhadores da cultura atingidos pela pandemia, há a expectativa que as escolas recebam R$ 150 mil pelas lives. O dinheiro, entretanto, não iria diretamente aos profissionais que estão passando por necessidades. Nesse sentido os próprios sambistas criaram projetos sociais para angariar recursos independentemente das escolas.

Dentro de algumas agremiações há a possibilidade de mudanças de rumo nos projetos já definidos para o ano que vem. Escolas que já divulgaram enredos podem voltar atrás e optar por outras temáticas, afim de não queimarem boas propostas em um ano em que não se sabe como, quando e se haverá desfile.

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