Raras vezes se viu uma Escola de Samba entrar na Avenida com tamanha desenvoltura, como a Imperatriz no Carnaval de 1989, quando apresentou “Liberdade, Liberdade!”

Muitos acham que foi pela bronca que o presidente deu na hora do esquenta, lembrando o papelão do ano anterior, quando a Verde e Branco quase desceu para o Grupo de Acesso.

Mas o então diretor de Carnaval, Wagner Araújo, que estreava no cargo, tem outra explicação. Conta que depois de arrumar a Escola na Concentração dos Correios foi até em casa para tomar um banho e trocar de roupa. Na sua ausência, um diretor ordenou que todos as alegorias fossem posicionadas na pista central da Av. Presidente Vargas, ocupando o espaço destinado aos componentes das alas.

Resultado: com um carro colado no outro, quase três mil sambistas ficaram espremidos nas laterais da pista. A Ala das Crianças, por exemplo, cuja fantasia era uma xícara de café, os diretores tiveram que fazer pilhas de “xícaras”, colocando umas sobre as outras, como numa pia de botequim.

Quando a sirene tocou e o portão da Concentração foi aberto, os componentes puderam se espalhar , finalmente, desfrutando da verdadeira Liberdade, Liberdade…

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