Me vem à memória um fato curioso ocorrido, anos atrás, com o Império Serrano. A Escola já atravessava aquela fase de ioiô, descendo para a Série A num ano e voltando para o Especial no outro. E, novamente, o mau desempenho no desfile principal anunciava a volta à poeira.

O retorno das alegorias para o barracão foi marcado por uma série de problemas, o pior deles provocado pelo abre-alas, pesadão, trazendo a gigantesca Coroa Imperial. Na passagem pela Praça da Bandeira, os empurradores erraram na manobra, deixando que a coroa ficasse enganchada sob o Viaduto dos Marinheiros. Depois de inúmeras tentativas, não houve jeito mesmo e a solução foi deixar a alegoria no local para tentar removê-la posteriormente.

Descansados e mais animados, os diretores do Império voltaram à Praça da Bandeira naquela manhã de Terça-Feira Gorda. E levaram o maior susto ao ver que o abre-alas havia sumido. Quem seria capaz de carregar um carro tão grande?!

A primeira pista apareceu ali perto, onde os imperianos encontraram um abre-alas mixuruca, com outra coroa, bem mais modesta, abandonado sob o viaduto. Pertencia ao Império do Marangá, a verde e branca de Jacarepaguá, que teria desfilado na noite anterior, pelo Grupo D, na Av. Rio Branco. Os diretores da Serrinha correram para lá.

Não deu outra. A majestosa Coroa Imperial, agora estava abandonada nas proximidades da Cinelândia, depois de ter prestado uma grande ajuda à prima-pobre. Se passara despercebida no desfile de domingo, no Sambódromo, fora o grande sucesso da Av. Rio Branco, naquele ano. Sem dúvida, o abre-alas mais bonito de toda a história do Império do
Marangá.

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