No sábado (10) foi a vez da Primeira da Cidade Líder marcar sua apresentação na exposição do Bicentenário na Fábrica do Samba. A escola fundada em 1993, está indo para seu quarto ano desfilando no Grupo de Acesso II, ou seja, no Sambódromo do Anhembi, e mostrou muita interatividade e organização na sua apresentação. Um dos diretores de harmonia, Elias Aracati, visitou a exposição antes da apresentação junto com membros da comunidade, e elogiou o evento.

Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“Nós passamos uma vivência maravilhosa em nossa história, a Independência do Brasil, Dom Pedro foi uma figura importante, Tiradentes, como todos os outros. E o caminho é esse, não deixar a cultura morrer. O único jeito de nós conseguirmos levar nossa história é não deixar a cultura morrer. Só agradecimento, o espaço está maravilhoso e o evento de hoje foi maravilhoso. Nossa harmonia parabéns, Murilo, Márcio, diretoria da escola, casais, ala musical, foi tudo bom. Deixamos nosso recado hoje”.

A apresentação atraiu público para dançar

Com constantes resultados importantes no Grupo de Acesso II, mesmo em pouco tempo, a agremiação tem mostrado suas cartas com muita organização. E no evento da exposição do Bicentenário não foi diferente, a bateria do Mestre Alexandre, Batucada de Primeira ditou o ritmo e fez o público se movimentar. Outro diretor de harmonia, Murilo Labonia comentou como foi a preparação da escola.

“A gente segue um padrão de nós quatro, o Flávio não está hoje, mas combinamos mais ou menos o que vamos fazer lá na hora. Como somos uma comissão de diretores de harmonia, a gente traça um plano, um padrão. Chega na hora, olhamos o espaço e depois decidimos o que será feito. Já tinha vindo aqui e visto mais ou menos como era, mas é assim que trabalhamos, decisão dos quatro. A exposição, vi pela segunda vez hoje, parabenizar a Liga e agradecer por manter nossa cultura viva”.

A escola de samba da Zona Leste de samba, é forte em sua comunidade, mas demonstrou força em atrair o público. Thiago Melodiah agitava o público e puxou sambas históricos, como ‘Aquarela do Brasil’, que foi cantado pelo público presente e também pela escola. A rainha Amanda Martins e o rei Robson Sambista mostravam muita simpatia e samba no pé.

Com o enredo em homenagem ao Salgueiro, os dois casais presentes chamaram atenção com o pavilhão que ostentavam as cores e o emblema da escola carioca. O segundo casal da escola ostentava o pavilhão vermelho salgueirense, enquanto o casal mirim, tinha um lado com o pavilhão da Primeira da Cidade Líder e o outro lado era do Salgueiro, muito bonito o efeito.

Para fechar a apresentação, colocou o público presente para sambar em ritmo da bateria que se posicionou em forma de corredor, agitando o público. Ainda desfilou até a porta da exposição, com a batucada conduzindo o ritmo do público que seguia atrás para acompanhar.

Sobre a escola e enredo ‘Made in Rio de Janeiro’

Com o quarto lugar em 2019 e repetido em 2022, a escola ficou próxima do tão sonhado acesso ao Grupo Especial. O diretor da escola, Elias Aracati contou um pouco sobre o projeto e como funciona o atual momento e a busca pela conquista.

“A Cidade Líder nesta nova gestão, assumimos em 2016, e estamos com um feito maravilhoso, é uma escola de comunidade mesmo. Em 2019 chegamos no Sambódromo, esse é o nosso quarto ano no Anhembi e neste ano ficamos com dois décimos do título, empataria com a Nenê, e ganhava no critério de desempate que seria o samba enredo. Esse ano de 2023, próximo carnaval, Cidade Líder vem para brigar pelo título, me perdoa as outras coirmãs, mas nós estamos vindo para brigar pelo título, uma egrégora maravilhosa, uma junção de energias, a escola está toda feliz. Deu para ver um pedacinho da escola e vimos a energia, a alegria do pessoal”.

Outro diretor, Marcio Restuccia contou sobre o enredo que chamou atenção desde o Lançamento do CD e foi reforçado nesta apresentação que é uma homenagem para a tradicional escola carioca: Acadêmicos do Salgueiro.

Marcio: “O enredo 2023 foi elaborado pelos gêmeos, pela direção de carnaval da escola, e foi uma coisa bem bacana. Foram até o Salgueiro pedir a benção para que esse samba pudesse ser cantado na avenida, é uma coisa bem legal, o Salgueiro aprovou e talvez venha alguém do Salgueiro para representá-lo na avenida neste ano de 2023. Esse ano as coirmãs terão uma grande surpresa tanto no samba quanto nas fantasias, alegorias, e a pista vai nos dizer tudo”.

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