Por Fiel Matola. Fotos: Magaiver Fernandes

Com o enredo “Do Galo de Barcelos ao Galo de Ouro, Lucas conta uma história de fé e Justiça”, contando a Lenda do Galo de Barcelos a Unidos de Lucas abriu as apresentações da Série B do carnaval 2019. A Vermelho e Dourado da Parada de Lucas mandou seu recado, com um samba com força no refrão. A bateria e o casal de mestre-sala e porta-bandeira levantaram o público.

Comissão de Frente

Comandada por Renata Monnier a equipe representava o mito do Galo, ou seja, o jantar onde o Galo assado cantou, livrando uma pessoa da injustiça da nobreza. A execução misturou dança com teatralização, com uma indumentária simples e utilizando um tripé representando a mesa de jantar, com direito até à um vinho português, os bailarinos passaram o recado, muito aplaudido pela platéia e contando claramente o proposto. Ponto positivo para o canto destes, que em nenhum momento da coreografia pararam de cantar, com bom humor e expressões, o quesito passou bem e só pode perder décimos por conta indumentária.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal da escola Léo Chocolate e Layne Ribeiro fez uma apresentação firme, com uma fantasia toda em tons rosas. Eles entravam no campo de visão dos jurados com rodopios perfeitos, aliando graciosidade e força o mestre-sala chegava perfeitamente no momento da parada da porta-bandeira. Sempre com a bandeira hasteada e rodopios bem executados, principalmente, os anti-horários, o casal passou bem pelo módulo de julgamento. Porém, alguns problemas podem tirar décimos: parte do adereço do costeiro caindo somente no primeiro módulo e no terceiro módulo a bandeira toca rapidamente a porta-bandeira.

Alegorias

Com dois tripés e uma alegoria, a Unidos de Lucas apresentou um trabalho muito bem executado. O primeiro tripé muito bem acabado, em preto dourado e prata. Já a única alegoria trouxa bom acabamento, luxo e até luzes, apresentando o homenageado da noite, o Galo Português. Na frente um destaque muito luxuoso, assim como o central no alto. As cores da bandeira portuguesa assim como a frente rodeada de velas deram uma excelente impressão do trabalho. Porém, as outras composições que usavam as fantasias das alas do desfile destoaram do belo visual.

Fantasias

Com fantasias simples, porém dignas, sem grandes problemas, na maioria das alas dava para entender o que estava passando só de olhar as fantasias. As baianas vestidas de dourado e branco estavam bonitas, mas faltava cordões em muita delas.

A ala dos passistas chamou atenção. As mulheres estavam vestidas de passistas masculinos e os homens de passistas feminino, o líder, era metade homem e metade mulher.

Enredo

Quando olhamos a figura do Galo Português não entendemos a lenda. Os carnavalescos Ney Junior, Walter Guilherme e Cristiano Plácido Chaves contaram sobre o mito do Galo em Portugal, com um paralelo da Justiça.

Nos primeiros setores foram apresentados o mito em si, o que se conta em terras de Portugal, na parte central do desfile um paralelo Portugal-Brasil e no setor final as injustiças, os impostos, por exemplo, com o povo brasileiro pagando por um dinheiro que os políticos usurpam.

Samba-Enredo

Dos compositores M. Sheik, Ney do Pagode, Branco, Tinta Forte, André Kabala, Pelé Hostinho, Rosali Ahumada Carvalho e Robson Moratteli, o samba-enredo da Unidos de Lucas funcionou na Intendente. A letra coube bem para a leitura do enredo e o refrão principal impulsionou a comunidade.

Harmonia

Sob o canto do intérprete Francisco Ribeiro (Chicão), o canto de Lucas oscilou, no início, alas cantando muito, todo o samba por sinal, já as alas finais não foram conforme as primeiras, só cantando o refrão.

Ponto positivo para a ala após as baianas que cantou muito bem, já os pontos negativos vem das alas que apresentaram as injustiças no último setor.

Evolução

A evolução foi regular, por conta da sua arrancada rápida e um buraco na apresentação da bateria no terceiro módulo. A bateria parou e a escola continuou a andar. Mas, a evolução do componente dentro das alas fez sucesso. Outros pontos de destaques são as baianas rodando muito e a ala de passistas dando show de samba no pé.

Bateria

Com bossas muito bem executadas, a bateria de Celso Filipe Frazão (Celsinho) levantou o povo presente, principalmente, na bossa do refrão. Há de se aplaudir o setor de agogôs, apresentando com precisão e harmonia o toque do instrumento. Os componentes da ala de chocalhos vieram com muita alegria na execução.

Outros destaques

A rainha Débora Souza Reboredo com um look vermelho, preto e dourado e um costeiro com muita pena para ninguém botar defeito. Quando o buraco foi feito no terceiro setor, ela foi lá e preencheu com muito samba no pé.

A velha guarda da escola que estava muito bem trajada e vindo após ao primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira com simpatia e animação.

O segundo casal com rodopios de deixar qualquer um de queixo caído, aplausos para a porta-bandeira que rodou sem medo de ser feliz.

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