A equipe do site CARNAVALESCO ouviu integrantes do Nenê de Vila Matilde. No desempate, a escola superou o Peruche e conquistou o título do Acesso II de São Paulo. O intérprete Agnaldo Amaral retornou para sua casa mesmo em uma fase complicada, e trouxe um relato bem sincero: “Sensação maravilhosa. Um samba antológico, que está aí desde 1997, reeditamos e fomos felizes. A Nenê veio muito bem. A briga acirradíssima, todas escolas boas. Sofremos ali no samba, dois 9.9, que depois vamos saber a justificativa. Mas o que interessa é o campeonato, trouxemos. Vamos trabalhar para o Acesso que está tudo pesado, cada dia é uma conquista”.

Bem emocionado, o presidente Mantega desabafou após o resultado: “A execução desse projeto é de um povo todo, essa comunidade que se reergueu, se uniu, se juntou e caiu para dentro do samba. Meus amigos Bernardo, Cristiano, meus parceiros de harmonia, Dona Olívia, Helinho, comunidade toda, Rodrigo, Japonês. Não foi um carnaval sozinho, foi um carnaval que ficaram dias e noites sem dormir, se complicando para fazer isso. Essa briga injusta com uma verba irrisória, não dá para fazer nada, as escolas, todas aqui, um carnaval maravilhoso, fantástico, disputa incrível. Parabéns a todos e minha comunidade, obrigado a Nenê e ao povo do samba”.

O diretor geral de harmonia, Rodrigo Oliveira, ressaltou o trabalho além do acesso, mas de resgatar a Nenê em outro aspecto: “Sensação indescritível, sensação maravilhosa. A Nenê é uma escola de muita tradição, reeditou um enredo que passou por essa passarela em 97 de uma forma avassaladora e a comunidade abraçou, chegou, veio para cima. A comunidade teve o resgate e encontrou nesse enredo a maneira de reencontrar como escola de samba. Veio, abraçou, se uniu para passar com esse carnaval com muita emoção, identidade, foi um Narciso, uma maneira que a comunidade se reencontrou no seu enredo. A forma de ver a sua identidade, de uma escola de tanta história e tradição. Esse enredo é para toda a comunidade matildense que abraçou e trouxe além do resgate, dando a oportunidade de se reencontrar voltando para o Acesso I e em breve voltando para o Especial”.

Por fim, o presidente da agremiação onze vezes campeã do Grupo Especial, comentou: “Não é uma conquista minha, é do meu povo, ninguém faz nada sozinho, tenho time, equipe, uma nação junto de mim. Esse é o sentimento de uma nação, eu tenho uma nação junto comigo”.

Olhando o futuro, o diretor geral de harmonia da escola comentou: “Sem dúvida. Na verdade, a gente não quer atropelar as coisas. Já falar que no ano que vem iremos ganhar o Acesso, não é isso. A Nenê, como ela se reencontrou, com certeza ela vai conseguir fazer um ótimo trabalho em 2023, e se o título, ascensão vier, já ano que vem, será maravilhoso e resultado de um bom trabalho. Mas vamos buscar se manter e fazer um ótimo trabalho, reencontrando cada vez mais a nossa identidade e em breve estar de volta”.

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