Segunda agremiação da Série A a definir seu hino oficial para o Carnaval 2020, a Acadêmicos do Cubango conhece neste sábado a obra que vai embalar o seu desfile no ano que vem. Na noite decisiva são os compositores quem vivem a maior expectativa para saberem o desfecho do concurso. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com as três parcerias da final sobre os motivos pelos quais cada um acredita que pode vencer.
O compositor Iberê Matos, além de estar em uma das parcerias da grande final, é o presidente da ala de compositores. Matos elogia seus adversários, além de enaltecer sua própria obra. Segundo ele as chances de o samba cubanguense ganhar prêmios é grande no ano que vem.
“A aposta da nossa parceria foi em um samba interpretativo, com frases curtas e objetivas que retratam a proposta da sinopse de maneira inteligente,  dando possibilidade do componente cantar, respirar e evoluir facilmente durante o desfile. Como presidente da Ala de Compositores, digo que apesar da pequena safra de sambas desse ano, temos excelentes obras, e independente de quem ganhar a Cubango levará um grande samba para a avenida, e será uma forte candidata a ganhar prêmios”.
Outra parceria finalista na grande noite que vai escolher o hino da Cubango é a que tem Sandro Compositor, como um dos poetas que sonham com a glória. O compositor diz que sua obra e de seus amigos é uma ode ao passado, além de esperança em dias melhores.
“Acreditamos que o samba retrata, com a grandeza que o pavilhão verde e branco da Cubango merece, a raça e a alegria de nosso povo. Fizemos pensando na correria dessa gente sofrida de hoje, sem esquecer a ressonância de nossos ancestrais. É um samba de exaltação ao passado e uma motivação por dias melhores no presente. Pode acreditar Cubango”.
O compositor Júnior Fionda, da parceria de Robson Ramos, avalia que o samba de sua autoria teve a intenção de tocar as pessoas para o tema escolhido pela escola. Segundo o poeta a luta de Luiz Gama ainda não terminou.
“Nosso samba fala ao coração de todas as pessoas que sofreram e sofrem preconceito racial, de gênero e de classe social. A proposta do samba é levar à luta de Luís Gama, filho de Luísa Mahin, aos corações dos sambistas. Um passado de cobrança com justiça, mas que ainda hoje é tão comum. Uma melodia que fala junto de toda poesia, com trechos maiores e menores. Um canto de resistência e garra de uma Escola que tem papel principal nessa luta negra”.
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