Compositores finalistas da Mangueira ansiosos pelo grande dia

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A Estação Primeira de Mangueira escolhe neste sábado seu samba-enredo para o Carnaval 2019. São três parcerias na final. O site CARNAVALESCO ouviu compositores finalistas e abaixo você pode conferir o que eles esperam da decisão.

Lequinho (parceria com JR Fionda, Gabriel Machado, Alemão do Cavaco, Gabriel Martins e Wagner Santos)
“Fizemos uma letra refinada que aborda o enredo de forma inteligente e poética e uma melodia que se encaixa perfeitamente a divisão rítmica da nossa bateria. Esses são alguns dos fatores que credenciam o nosso samba a ser campeão. A Mangueira tem uma ala de compositores muito forte. Isso é determinante para elevar a qualidade dos sambas e dar aquela dorzinha de cabeça boa a nossa diretoria. A final é o momento máximo de uma disputa de samba. Estar numa final é saber que passou por varias etapas de avaliação e que seu samba está a um passo de ser eternizado. Então nós preparamos uma grande festa para receber os nossos amigos e a nossa comunidade”.

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Sérgio Gil (parceria com Hélio Turco, Partidinho da Mangueira, André Luiz, Bel da Uerj e Fernando do Chalé)
“Na minha visão a letra reflete o que a Mangueira vai apresentar na avenida e quanto à melodia tem a assinatura de Helio Turco, compositor de clássicos que consagraram a Mangueira e depois disso não preciso falar mais nada. A qualidade das obras dessa final se deve à assinatura de Leandro, carnavalesco revelação, que coloca a nossa história do Brasil em xeque. Nesse sentido sua irreverência e criatividade se aliam de uma forma única dando uma versão original à história do Brasil”.

Deivid Domênico (parceria com Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino)
“Filho feio não tem pai e todo mundo acha que sua obra tem que ser campeã. Acho que um diferencial de nosso samba foi a tentativa de fugir de uma pasteurização. Em nossas reuniões eu fiz essa sugestão, buscar o algo novo. É ingrato entrar em uma disputa apenas para vencê-la. Um artista deve buscar ir além disso. Sou de uma época que os sambas-enredo eram conhecidos por toda a população. A culpa disso a meu ver vem de uma padronização. Enfrentar uma parceria gigante dentro da Mangueira pedia principalmente fugir dos clichês melódicos. Acredito que tenhamos conseguido isso. O samba aconteceu e foi abraçado pelos sambistas. São três grandes sambas na final, mas reitero que nossa composição traz algo novo para o próprio carnaval. Essa grande safra se deve ao nosso carnavalesco e o enredo que ele criou. É um tema profundo, resistente, verdadeiro. O samba é resistência e linguagem do povo. Isso tudo gera uma grande inspiração. Para a grande final nós apostamos basicamente em um sentimento que tem me conduzido em toda essa disputa: a emoção”.

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