Por Matheus Mattos

Penúltima agremiação a gravar a faixa do CD, o Águia de Ouro trouxe o característico hino para o alusivo e um ritmo de bateria seguro, buscando a valorização do samba-enredo. Mestre Juca da Batucada da Pompeia, em entrevista ao CARNAVALESCO, elogiou estrutura para as gravações e revelou que característica da bateria não está na complexidade das bossas.

“É uma estrutura maravilhosa, a rapaziada da técnica também, um pessoal capacitado. A cada ano o CD do Carnaval está ficando melhor, todas as baterias colocando a sua cara. Acho que esse ano vai ser o melhor, e a cada ano vai melhorar. A gente gravou no 146 BPM (batidas por minuto) e as nossas bossas sempre são feitas na melodia do samba. Elas são simples, com chamada de repinique, retorno de primeira e segunda. A gente não faz bossa com retorno em contratempo porque achamos que é correr um risco desnecessário”.

O samba do Águia foi cantando com muita força pelo coral, justificando os bons resultados em harmonia. A dupla de intérpretes, Douglinhas e Tinga, estive presente e desempenhou o papel sem atrasos. Douglinhas, que também ajudou na animação do coral, também elogiou a estrutura das gravações.

“A gente sempre vem com uma expectativa muito boa pra fazer a gravação. Eu fiquei muito satisfeito com a estrutura que a Liga proporcionou pro carnaval de São Paulo, cada ano que passa a gente nota que está ficando cada vez melhor. A gente fica muito feliz porque viemos lá de trás, de mil novecentos e pouco (risos), e fazer parte desse momento é uma alegria imensa. A gente cantou o samba em Dó sustenido e andamento de 146”.

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