A escola que vai homenagear Martinho da Vila no desfile de 2022 conta com uma dupla de craques: o intérprete Tinga e o mestre Macaco Branco. Referência no canto azul e branco, Tinga domina a comunidade. O cantor consegue impulsionar e fazer o componente acreditar e vibrar com o que está cantando. * VEJA FOTOS

“Vocês podem esperar uma Vila Isabel com muita energia na Avenida. Temos um grande enredo e a responsabilidade de cantar Martinho da Vila é especial. É nosso ícone. Eu já pedia esse enredo há alguns anos, e a escola atendeu. Fico emocionado em poder cantar esse samba na Sapucaí”, disse Tinga, que ainda completou sobre o evento na Cidade do Samba.

“É maravilhoso isso aqui, matar um pouqinho a saudade do nosso samba, da nossa cultura. Depois dessa pandemia, a gente fica feliz em estar de volta. O que é bom tem que se perpatuar, e hoje foi muito bom. Essa energia que o público passa, de pertinho, é maravilhosa. A gente fica feliz em rever os nossos amigos e o povo do samba”.

O sucesso de Macaco Branco é muito merecido. O ritmo da Swingueira de Noel é uma coisa de outro mundo. É bom demais. “Fiquei muito feliz por reencontrar o sambista nesta noite e poder ouvir novamente os aplausos ao nosso trabalho. O público cantou bastante o samba da Vila e correspondeu a cada arranjo da Swingueira de Noel. Essa noite demos uma palhinha do que vai ser o desfile da Vila Isabel, nessa homenagem ao nosso griô, o negro rei Martinho. A Vila é uma das grandes favoritas para levar o caneco, com respeito a todas as coirmãs. Iniciativas como as desta noite deveriam acontecer pelo menos uma vez por mês para que todos possam conhecer um pouquinho do carnaval carioca”, comentou o mestre da bateria da Vila.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho e Cris Caldas, veio na frente da bateria e esbanjou categoria, vibração e cumplicidade na dança. “A gente já está trabalhando, hoje na verdade a gente veio com uma proposta de dança livre. A gente não apresentou coreografia de jurado,nada disso. A gente veio dançando livre, curtindo mesmo a energia da galera, a emoção das pessoas passando para gente, mas a nossa coreografia para o desfile está belíssima, lindíssima, e junto com a nossa coreógrafa Ana, que continuou na escola, aceitou ficar o casal, e a gente está muito feliz”, disse a porta-bandeira.

“Eu acho, primeiramente, que é um tipo de evento que a gente gostaria que ficasse pelos próximos anos. Acho que é muito legal, já dá um gostinho do que a gente vai ver no dia do desfile, especialmente neste ano em que a gente não vai ter o desfile, agora no período que normalmente é o carnaval. E, é bom que a gente consegue ainda sentir e curtir o que vai ser em abril lá na Sapucaí. A gente já estava em um ritmo forte quando veio essa notícia do adiamento. Então, a gente só vai retomar um pouco o ritmo porque obviamente a gente retrocedeu um pouquinho, porque não tinha necessidade de a gente manter o ritmo que a gente estava, mas, agora, depois desse feriadão, a parada já vai começar a ficar séria de novo e vai ser maravilhoso, a nossa expectativa está lá em cima”, completou o mestre-sala.

Rainha da bateria, Sabrina Sato, é um dos maiores exemplo do que é uma pessoa ter carisma. O samba está bem encaixado com a comunidade. “Além de ser importante para o carnaval (o evento na Cidade do Samba), é uma oportunidade para as escolas mostrarem o quanto estão preparadas para os desfiles oficiais. Nesta noite, pudemos ver que a comunidade da Vila está apaixonada pelo enredo da escola. O morro desceu para cantar para Martinho. O público continuou a cantar o samba da Vila mesmo depois que a bateria parou. O desfile serviu pra mostrar a força do samba de Vila Isabel e que a escola tem condições, sim, de brigar pelo campeonato”, garantiu Marcelinho Emoção, diretor de harmonia.

Participaram da cobertura: Alberto João, Allan Duffes, Gustavo Maia, Leonardo Damico, Lucas Santos e Rodrigo Madureira

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