Após a desistência da Uber de patrocinar o carnaval do Rio de Janeiro e do supermercado Guanabara, que não fará seu tradicional camarote na Avenida, as escolas de samba procuram soluções para a maior crise da história da folia na cidade. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, afirmou que o espetáculo acabará prejudicado com a decisão da Uber.

“É lamentável a situação que as escolas estão passando. Eu não sei até quando a Tijuca vai manter as atividades no barracão. Está muito difícil. A gente espera que o nosso prefeito olhe com mais carinho para o carnaval. Tem que ter uma mudança. Não é que o carnaval não vai acontecer, mas está dificultando muito e o espetáculo ficará prejudicado. Estou quase aderindo ao cancelamento dos ensaios, até porque já queria ter feito isso lá atrás. A situação que os meus parceiros estão enfrentando estou enfrentando também. Espero que isso seja logo resolvido, senão, a Tijuca vai ter que fazer a mesma coisa”, disse o dirigente.

O presidente mostrou preocupação em como apresentar o projeto do enredo completo na Avenida. De acordo com Horta, a agremiação não possui outros recursos, além da subvenção da prefeitura, e os patrocínios anteriormente prometidos.

“A Tijuca tem um projeto montado há cinco meses orçado em cima do que havia sido prometido pela Uber, pela prefeitura. Com a falha desse compromisso já não sabemos mais o que vamos fazer. Hoje tivemos uma reunião no barracão e informei que não temos mais como suportar. O que eu tinha já coloquei na escola, recorri a amigos meus, espero agora que haja uma modificação e que a Liga tome providências mais sérias. As escolas tem que fazer um movimento. Nós não estamos pedindo favor, o nosso espetáculo gera muito lucro. A contrapartida do governo, tanto estadual, quanto municipal e federal, tem que chegar mais perto das escolas. A gente dá um lucro tremendo ao Brasil, além das obras sociais nas comunidades”, desabafa o presidente.

Sobre a decisão da Mocidade Independente de Padre Miguel de não participar da festa de lançamento do CD do Grupo Especial 2019, na próxima segunda-feira, na Cidade do Samba, o dirigente tijucano respeita a decisão da coirmã.

“Eu respeito muito a atitude da Mocidade, porém espero que até segunda-feira outras escolas não tomem essa atitude. O lançamento do CD é um compromisso com a gravadora. Esse tipo de movimento deveria ter acontecido há mais de 40 dias atrás”.

A Unidos da Tijuca será a última escola a desfilar no domingo de carnaval do Grupo Especial em 2019 com o enredo ‘“Cada macaco no seu galho. Ó, meu Pai, me dê o pão que eu não morro de fome” de desenvolvimento da comissão de carnaval formada por Laila, Annik Salmon, Hélcio Paim, Marcus Paulo e Fran-Sérgio.

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