Por Lucas Gomes

Não é a primeira vez que Paulo Barros faz algum tipo de alusão ao ídolo do Pop Michael Jackson em seu desfile. Em 2012, quando o carnavalesco estava na Unidos da Tijuca, um sósia do cantor representou a realeza do Pop, que saudava Luís de Gonzaga, o homenageado no enredo, na época. Já este ano, a menção ao artista na Viradouro foi ainda mais caprichada: uma ala inteiramente fantasiada de mortos-vivos, em referência ao figurino de Michael Jackson no clipe Thriller.

No desfile sobre o mundo mágico de divindades e deuses com poderes extraordinários da Viradouro, a ala “Mortos Vivos” representou a lenda dos zumbis com origem nas antigas crenças haitianas sobre histórias de cadáveres reanimados que voltam do além, espalhando o medo. As fantasias faziam parte do quarto setor da escola, dedicado às criaturas da noite.

A roupa similar à utilizada por Jackson em Thriller coincidentemente tinha o vermelho da escola de Niterói, mas os componentes sentiram certa dificuldade na caracterização. Cada folião levou cerca de duas horas só para realizar a impressionante maquiagem que deu o tom de realismo às fantasias no sentido de monstruosidade.

“Foram umas duas horas para fazer a maquiagem, desde o processo de secagem até a selagem. Foi intenso e demorado. Mas valeu! A ala levantou a Sapucaí”, disse Filipe Pereira, que desfilou na escola pela segunda vez.

E realmente foi uma grande vibração do público quando a ala pisou no Setor 1. Coreografados com os passos e andar característicos de zumbis, os componentes interagiram com a quinta alegoria ao se abrir para que o motoqueiro fantasma descesse de moto, do carro para a Sapucaí.

O desfilante Carlos Rafael, que integra o time de componentes da escola de Niterói há dez anos, comenta sobre a intensidade do ritmo do ensaio para apresentar a coreografia.

“Ensaiamos desde outubro do ano passado, inicialmente às terças-feiras, mas depois da repercussão que essa ala teve, os ensaios foram passados para domingo. Ainda assim, de uma maneira bem reservada”, comentou.

Mas apesar da semelhança, desfilantes comentam que o coreógrafo trabalhou para que os passos da ala não tivessem tanto foco nos passos vistos em Thriller.

“Ele buscou se afastar um pouco da coreografia do clipe, focando mais na parte dos mortos, mas de forma assustadora. Não era bem para repetir o clipe, mas dar um toque original da escola”, ressaltou a desfilante Rosane Tibério.

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