A escola de samba Independente Tricolor está de volta ao Grupo Especial do carnaval de São Paulo. Após gabaritar nota máxima no Grupo de Acesso, a escola oriunda da Torcida Independente, do São Paulo Futebol Clube, mira um retorno bem diferente do que aconteceu em 2018.

A Independente enfrentou problemas depois do seu acesso em 2017. Em 2018, teve problema no carro e prejudicou o trabalho, acabou retornando ao Grupo de Acesso. Na temporada seguinte, em 2019, ficou em quarto lugar e quase retornou ao Especial. Porém em 2020 não concorreu devido a incêndio que afetou seu barracão e veio a pandemia…

Com todos esses cenários, um dos fundadores da torcida e presidente do Conselho da Escola da Samba, Danilo Zamboni mostrou otimismo com o futuro da agremiação tricolor em conversa com o site CARNAVALESCO.

“Feliz com o retorno da Independente ao Grupo Especial, lugar que na verdade a gente nunca deveria ter saído. Pelo trabalho que a gente vem executando a cada ano. A Independente faz um trabalho forte para o carnaval, tem uma comunidade apaixonada, diretoria atuante e temos procurado fazer o melhor possível para a cultura que é o carnaval brasileiro. Graças a Deus somos merecedores, retornamos esse ano, estamos aqui na casa nova na Fábrica do Samba, já com o barracão, trabalhando o enredo novo que será lançado no dia 13 de agosto”.

Apesar do acesso, a escola acabou tendo que fazer mudanças no quadro. O Mestre Klemen Gioz trocou de Tricolor e foi para a Dragões da Real. Com isso, Mestre Cassiano Andrade chegou da Uirapuru da Mooca, portanto assume a Ritmo Forte desde já.

“Estamos com um mestre de bateria novo, Mestre Cassiano, uma reformulação na área musical. Com certeza a Independente vai vir forte para mostrar para o que nós chegamos. Na verdade, todas as escolas são merecedoras, todas são lutadoras, fazem um trabalho. Mas a Independente sempre prima pela qualidade, fazer um espetáculo para o carnaval. E com certeza não será diferente no Grupo Especial”.

Outras trocas aconteceram, como o carnavalesco Amauri Santos deixou a escola depois do acesso, e Anselmo Brito, que assinou carnaval da Pérola Negra no Grupo de Acesso, assumiu o cargo para 2023.

“Na verdade, muda alguma coisa, mas a base foi mantida. Isso é o importante. Desejamos boa sorte aos profissionais que aqui estiveram. E desejamos a melhor sorte possível aos que chegaram, e primeiro teremos que fazer um grande carnaval. Vamos lutar contra as gigantes, todas são escolas fortes. E você abrir o carnaval não é fácil, mas já fizemos isso em outras oportunidades. É uma escola que só tem 11 anos de fundação e vem forte todo ano, ela faz carnaval. Não adianta ficar no blá blá blá, tem que ir para cima e desenvolver um enredo forte, cativar, tratar bem sua comunidade e hoje graças a Deus temos escola de samba na mão. Tivemos problemas passados, mas agora a coisa andou. O que a Independente precisava era ter um carnaval para desenvolver sem problema na avenida e isso aconteceu neste ano, no Carnaval da Vida e o carnaval da nossa ressureição” .

Em relação aos problemas que a escola enfrentou recentemente, já citamos acima, o diretor Danilo Zamboni levou como aprendizados para um futuro melhor…

“O aprendizado é constante, a gente aprendeu com os problemas que nós tivemos. Problemas de quebra de carro, problema do nosso incêndio do barracão. Retornamos ao Grupo Especial depois de quatro anos. Aconteceu nossos problemas em 2018, 2019, e fica um aprendizado, mostra que precisamos realinhar algumas coisas e procurar fazer o melhor possível. Mas o mais importante é a nossa comunidade estar feliz e o retorno ao grupo especial, com certeza já estamos trabalhando e vai vir bonito em 2023 l” .

Dentro do prazo, a Independente Tricolor ainda não divulgou seu enredo, mas a expectativa é que aconteça no dia 13 de agosto.

“Está bem adiantado. O samba-enredo também já está sendo feito. Com certeza entre o final de julho e agosto passaremos tudo para a imprensa e vamos convocar os órgãos que cuidam do carnaval para divulgar a nossa festa 2023” .

A ascensão da Independente Tricolor é meteórica, apesar de surgir como bloco nos anos 80, foi começar a participar do carnaval nos anos 2000. Por uma punição, ficou ausente de 2004 até 2009, pois então é a escola mais jovem do carnaval de São Paulo considerando o recomeço em 2010, já com título. Venceu três títulos da UESP, o Grupo 1, Grupo 2 e o Grupo 4, que podemos considerar respectivamente: terceira, quarta e sexta divisão.

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