Na live da Beija-Flor, na noite de domingo, para explicar o enredo da escola de Nilópolis para o próximo carnaval (“Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”), a diretora cultural, Bianca Behrends, falou sobre a escolha da azul e branco e recebeu muitos elogios nas redes sociais pela sua participação. Ele leu a introdução e epílogo. O lançamento oficial do enredo e a divulgação da sinopse está marcada para o dia 21 de junho.

“Acho importante frisar pela identidade da escola o quanto a Beija-Flor, ao longo da sua história, vem falando de representatividade. Por isso, neste momento de comoção nacional e mundial, vamos apresentar um tema que é tão histórico e está tão contemporâneo”, disse.

Bianca Behrends citou que a Beija-Flor se propõe a falar do racismo, através da arte, como um posicionamento político, mas sem ser partidário ou ideológico.

“O racismo é um tema que falamos em que ocupa o lugar de fala para aquilo que a gente sente na pele. Com relação ao preconceito não cabe lugar de fala, porque quem cala consente. Não podemos conceber. Estamos em 2020, mas temos até hoje uma questão de escravidão social. Olhamos a comparação das favelas como fossem senzalas contemporâneas. É importante ouvir quem ocupa o lugar de fala, mas não falamos em posicionamento político-partidário, porque não caberia jamais em uma escola plural, multifacetada, diversificada e que temos pessoas de todas as cores e classes sociais. O posicionamento político, de ativismo, a gente tem que se posicionar. A Beija-Flor sempre deu a cara a tapa”, garantiu Bianca.

Veja o vídeo abaixo:

A Beija-Flor explicou também que a escolha da logo oficial do enredo será feita recebendo artes dos torcedores nilopolitanos.

“Todo mundo que quiser pode enviar o logo”, disse o conselheiro Gabriel David.

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