O início dos anos 2000 marcou a chegada do carnavalesco Paulo Barros no Grupo Especial. A série “Duelo dos Desfiles” traz um confronto especial na carreira do artista e para Unidos da Tijuca. De uma lado, o desfile surpreendente de 2004, o ano do carro do DNA, que mudou a carreira do carnavalesco. Do outro lado, o desfile de 2005 aperfeiçoado em fantasias e alegorias em relação ao ano anterior.

Abaixo, você confere as defesas de “O sonho da criação e a criação do sonho. A arte da ciência no tempo do impossível” e de “Entrou por um lado, saiu pelo outro… Quem quiser que invente outro!”. Deixe seu voto sobre seu desfile predileto e vamos divulgar o resultado na quarta-feira.

Unidos da Tijuca 2004 (Por Winnie Delmar): “O desfile da escola Unidos da Tijuca é inesquecível, porque foi início de uma nova era para o carnaval do Rio de Janeiro. A escola apostou em Paulo Barros, um jovem carnavalesco, com suas ideias criativas e baratas, levou a escola do Borel para um desfile que ficaria marcado na sua história. Impossível sair da minha memória a alegoria chamada “Criação da vida” , que ficou popularmente conhecida como o carro do “DNA”, que jamais será esquecido no carnaval carioca. A escola do Borel cravou o segundo lugar naquele ano, e desde de seu campeonato em 1936, não havia tido uma grande conquista como está. A partir deste desfile de 2004, os anos seguintes a Unidos da Tijuca viveu momentos de glória em seu casamento com Paulo Barros. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogeirinho e Lucinha, vieo com uma indumentária deslumbrante, um bailado impecável garantindo a nota máxima. O samba rendeu na voz do intérprete Wantuir, junto com os componentes, a escola mostrou força e chão. Nunca sairá da minha cabeça aquele espetáculo apresentado pela Unidos da Tijuca em 2004. É o meu carnaval inesquecível da escola do Borel”.

Unidos da Tijuca 2005 (Por Lucas Santos): “O desfile da Tijuca de 2005 é o segundo de Paulo Barros na escola e o segundo do carnavalesco no Grupo Especial. Ele traz o carnaval de Paulo agora não mais cheio de desconfianças, mas recheados de expectativas que foram correspondidas ao público apesar da enorme pressão despejada pelo primeiro ano de sucesso. Paulo traz as alegorias chamadas de “carros humanos”, dessa vez, ainda mais desenvolvidas. No abre-alas, a calda do pavão com dezenas de integrantes fazia um efeito ainda mais maravilhoso devido aos guarda-chuvas e pompons que cada um segurava atribuindo a alegoria formas diferente a todo o momento. Também é um carnaval repleto de alas coreografadas como a ala dos soldados das cartas de baralho que reproduziam um efeito espetacular com uma enfurecida Rainha de Copa. Mesmo com as coreografias e encenações, a escola cantou muito o alegre samba comandado por Wantuir, sem perder a espontaneidade. O enredo também permitiu a Paulo trazer personagens aos quais sempre se encantou como a turma do Mágico de Oz, representada em alegoria por um enorme homem de lata produzido realmente a partir de latas. Tijuca 2005 é a afirmação da escola e de Paulo Barros como agremiação e carnavalesco capazes de disputar os títulos neste século, não a toa o vice-campeonato com a diferença de um décimo. O desfile de 2005 também permite a Paulo Barros continuar a desenvolver o seu estilo recheado de surpresas, criatividade e com fantasias e alegorias produzidas para permitir a fácil leitura”.

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