A série “Duelo dos Desfiles” traz um confronto paulistano. De um lado, o desfile de 2015 do Vai-Vai contra a apresentação de 2017. Vote abaixo e o resultado será divulgado na terça-feira.

O 15º título do Vai-Vai em 2015 veio com a homenagem para Elis Regina. O enredo “Simplesmente Elis, a Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo” emocionou todos os sambistas presentes no Anhembi. O ano de 2017 não foi com título, mas marcou com o samba para o enredo “No xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu – Menininha, mãe da Bahia – Ialorixá do Brasil.

Pelo site CARNAVALESCO, Vinicius Vasconcelos defendeu o desfile de 2017 e Matheus Mattos optou pelo desfile de 2015.

Vai-Vai 2017 (Por Vinicius Vasconcelos): “O carnaval de 2017 começou a se tornar inesquecível para o Vai-Vai no dia do anúncio de seu enredo, desenvolvido por Alexandre Louzada, André Marins e Júnior Schall. Homenagear Mãe Menininha do Gantois seria uma forma de abraçar todas as religiões afrodescendentes presentes no Brasil. Nas eliminatórias de samba a preferência dos alvinegros era pela composição encabeçada por Marcelo Casa Nossa. E a voz do povo se tornou o samba do Bixiga. A obra que revelou a intérprete Grazzi Brasil em seu clipe oficial foi escolhido e a cantora também entrou para o carro de som da agremiação. Na noite do dia 25 de fevereiro, pouco antes do início do desfile, coube a Milton Gonçalves puxar o grito de guerra da escola. O ator garantiu que o Anhembi iria ver naquela noite “o maior xirê a céu aberto do mundo”. Promessa cumprida. O solo sagrado do sambista paulistano se tornou o próprio Gantois, o samba ultrapassou arquibancadas e camarotes e todos cantaram em uma só voz. O Vai-Vai tradicionalmente já deixa os presentes em êxtase. Mas, naquela noite em especial houve uma catarse coletiva. A escola chegou na dispersão com a certeza de que mãe Menininha sorria no Orum ao lado de sua mãe Oxum, e de que juntas dançaram ao som do Ijexá da bateria Pegada de Macaco”.

Vai-Vai 2015 (Por Matheus Mattos): “Dos grandiosos desfiles do Vai-Vai, procurei optar por um que aliasse atributos além do visível, um desfile sentido por todos, e por isso optei pelo carnaval de 2015, ano em que a agremiação homenageou a cantora Elis Regina. O carnaval se mostrava diferenciado ainda durante o processo de construção. Não é incomum ouvir, de componentes ou não, que os ensaios daquele ano tinham algo inexplicável. O próprio desfile começou de forma diferenciada, toda parte do sambódromo, setor popular e camarotes, vibraram com a largada e cantaram o último refrão de uma forma tão entusiasmada, que coloco como um dos trechos mais cantados na história do sambódromo. A presença da Maria Rita, logo na comissão de frente, proporcionou um enorme sentimento de emoção, mantido durante todo desfile. Maria não só se fez presente, mas coreografou com a ala, ou seja, ela se inseriu literalmente nas atividades da escola. Outro ponto, mesmo comparando com o carnaval atual, não é nenhum absurdo se impressionar com a grandiosidade e suntuosidade do abre-alas daquele ano. Claro que houveram alguns problemas de evolução e parte estética, mas essas questões perdem a relevância quando a emoção proporcionada é lembrada, ou seja, o carnaval sobrepôs qualquer crítica, e por isso a Vai-Vai conquistou o carnaval do respectivo ano. Como jornalista do carnaval de São Paulo, sinto falta de um julgamento que leva em consideração a emoção, a paixão, que enxergue a reação do sambista na arquibancada. A Vai-Vai atingiu isso em 2015 e proporcionou um dia histórico ao samba nacional”.

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