Foi com o carnavalesco Paulo Barros que a Unidos da Tijuca deixou de ser uma mera coadjuvante nos desfiles de escola de samba para se tornar uma agremiação sempre aguardada pelo público. Antes mesmo de levar o caneco no antológico “É Segredo” de 2010, apresentações como de 2004 e 2005 catapultaram o artista ao status de grande nome da avenida.

Com a Cidade do Samba muito fechada para o grande público, toda onda de boataria e fake news rondam as redes sociais. As que envolvem a escola dão conta de que o barracão está atrasado e os delírios mais ousados apontam a escola, que três títulos na década passada, como candidata ao rebaixamento. Sem se incomodar com isso, Paulo Barros mandou um recado para os profetas do apocalipse.

“Em 2004 diziam na avenida que a escola ia cair pois tinha um carro todo no ferro. As pessoas que visitaram o barracão afirmavam que tinha um carro incompleto, que faltava acabar. O carro, vocês sabem qual foi né? (alegoria do DNA). Eu não me importo muito com esse tipo de comentário. Mas os que acham que a Tijuca está atrasada, podem vir aqui sentar a bunda no trabalho e ajudar. Serão muito bem-vindos”, disparou o carnavalesco.

Quem visita o barracão da Unidos da Tijuca na Cidade do Samba pode atestar: o carnaval preparado pela agremiação em 2020 é completamente à imagem e semelhança de Paulo Barros. Todas as alegorias possuem as características que consagraram o estilo estético do artista. Quem viu os desfiles de Paulo na Tijuca entre 2004 e 2006 e depois entre 2010 e 2014 certamente verá novamente em 2020.

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