O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou hoje da conferência de imprensa com a participação da cúpula da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele destacou que o Ministério da Saúde está “na iminência” de assinar um contrato com a Pfizer para aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina.

Ao fazer um balanço das ações do governo brasileiro durante a pandemia, Queiroga lembrou que há pouco mais de um mês, ao assumir o Ministério da Saúde, se comprometeu em acelerar a vacinação contra o novo coronavírus. Ele ressaltou ainda que o Brasil tem capacidade para vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia, mas que a ampliação da vacinação tem esbarrado na falta de vacinas, ainda que a pasta tenha recebido mais imunizantes, com a chegada hoje do primeiro lote da vacina Pfizer ao país.

“Temos doses suficientes para o segundo semestre, e é possível garantir que, até o fim de 2021, tenhamos a nossa população inteiramente vacinada”.

Durante o evento, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que a atenção do mundo todo está voltada para a escalada da covid-19 na Índia, mas que outros países estão vivendo transmissão intensa, como o Brasil, um dos mais afetados pela pandemia.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante declaração após reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, no Palácio do Planalto.

Nesse sentido, Adhanom citou que o Brasil atingiu a marca de 400 mil mortos e destacou que, desde novembro, o país tem crise aguda, incluindo casos, hospitalizações e morte entre jovens. “Os casos agora diminuíram por quatro semanas seguidas, entre hospitalizações e mortes. São boas notícias, esperamos que continuem. Mas a pandemia nos ensinou que nenhum país pode baixar a guarda”, afirmou.

Para o diretor da OMS, o Brasil foi bem nas áreas da detecção precoce da doença, telemonitoramento de casos e distribuição de vacinas, com priorização de profissionais da saúde, indígenas e idosos.

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