Quando conquistou em 2010 o título do Grupo 1 da UESP, nem o mais empolgado componente do Acadêmicos da Tatuapé acreditaria se alguém lhe dissesse que nove anos mais tarde a agremiação pudesse ser tricampeã da elite do carnaval paulistano. E é justamente isso que pode acontecer se a escola levar o título em 2019, igualando um feito que recentemente apenas as gigantes Vai-Vai e Mocidade Alegre ostentam, um tricampeonato do Grupo Especial.

A reportagem do CARNAVALESCO conversou com um dos grandes responsáveis pelo já grande feito de ter sido bicampeã nos últimos dois desfiles, mas não apenas isso. A gestão de Eduardo Santos é apontada como exemplo. Lúcido, o presidente admite a dificuldade de chegar ao sonhado tricampeonato e destaca que isso sequer é falado internamente na escola.

“Seria algo histórico. Estamos trabalhando como nos outros anos. Não falamos sobre campeonato, pois isso depende de variáveis que não controlamos. Fazer o nosso melhor é o que está na nossa mão. Se conseguirmos novamente, nos candidatamos, assim como outras escolas que também fazem um grande trabalho”, destacou.

Eduardo assumiu em 2014. Ele é apenas o quarto presidente na linha sucessória do Tatuapé em toda a história. Vivendo o maior momento da história da azul e branca, ele diz que se há um segredo em sua gestão ele é o próprio componente da escola.

“Começamos esse trabalho na UESP. Essa é uma pergunta que eu escuto bastante. Não temos fórmula. É trabalhar, respeitar o componente. O cara que veste a fantasia defende os quesitos. Respeitamos, ouvimos e passamos para eles aqui o que esperamos. O Tatuapé é o seu componente”, concluiu.

Bicampeão, o Tatuapé não almeja apenas igualar o tricampeonato do Mocidade, conseguido entre 2012 e 2014. De acordo com Eduardo o maior desafio em 2019 é superar os carnavais de 2017 e 2018.

“Eu costumo dizer que uma escola de samba executa vários projetos paralelos. Nosso maior projeto deve ser fazer o maior desfile de nossas vidas sempre. Tudo que vem de positivo vem em função disso. Se isso der errado, o projeto como um todo não foi bom”, esclareceu.

Se o presidente Eduardo é o gestor responsável pelo sucesso recente da agremiação, o intérprete Celsinho Mody é a sua voz. Vivendo o auge de sua carreira, o presidente lembra que mais uma vez um intérprete de São Paulo foi importado pelo carnaval carioca, em 2018, repetindo o feito de outros cantores da terra da garoa.

“Merecidíssimo o sucesso do Celsinho. Muito de nossos resultados devemos a ele e nossa ala musical. Além de ser um intérprete, é uma pessoa excepcional. Foi uma bênção de São Jorge ter colocado ele em nosso caminho e a escola no dele. Todas as escolas de São Paulo trouxeram um intérprete do Rio de Janeiro e o caminho foi inverso”, lembrou.

Em 2019 o Acadêmicos da Tatuapé buscará o inédito tricampeonato com o enredo ‘Bravos Guerreiros: Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós’. O desenvolvimento é do carnavalesco Wagner Santos. A agremiação será a quinta a desfilar na sexta-feira de carnaval no Sambódromo do Anhembi.

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