A comunidade da Dragões da Real se reencontrou no último sábado após quase dois anos afastada na pandemia. Seguindo todos os protocolos sanitárias, a escola caprichou na recepção para o seu povo. Em 2022, o enredo é “Adoniran”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira.

Presidente da Dragões, Renato Remondini, o Tomate, falou ao CARNAVALESCO sobre o reencontro da escola com a comunidade. “A Dragões não parou. Fizemos um monte de coisas durante a pandemia. Do que a gente podia fazia. Não era a mesma coisa. Hoje, a gente faz o reencontro. Emocionante. O nosso povo estava carente disso”.

Para o intérprete Renê Sobral, prêmio ESTRELA DO CARNAVAL 2020, o samba-enredo de 2022 foi uma escolha certeira da Dragões.

“O samba é muito cultural. Tem história muito bonita. Fico muito orgulhoso em participar e cantar Adoniran. É muito rico culturalmente. Estou muito feliz e os compositores foram felizes na letra. Além disso, é muito bom voltar aos ensaios. Todo mundo com saúde e a abertura progressiva”, disse o intérprete. No ensaio foram apresentados dois novos componentes da ala musical: Tami e Rapha.

Rogério Félix, diretor de harmonia, explicou o que estava sentindo na volta do samba e falou sobre o canto da comunidade para o desfile.

“É uma sensação difícil descrever (falar do retorno). Voltar ao nosso terreiro para o ensaio. Mexe muito com a gente. Infelizmente, perdemos muitos componentes e no carnaval todo. Ao mesmo tempo que é satisfação voltar com saúde, a responsabilidade é muito grande de manter a cultura. É um momento único rever nossa comunidade. Vamos nos reinventar dentro do ensaio. É uma emoção muito grande, quase como se fosse um desfile. Graças a Deus vamos ter desfile, sofremos muito que não teve ano passado. Com ou sem máscara, a nossa cultura está viva. O carnaval sempre teve que se reinventar”.

Diretor de carnaval, Márcio Santana, contou a programação da escola. “Já estamos trabalhando com as possibilidades de reabertura. Já estamos ensaiando apenas com a bateria e retomamos os de sábado. Correndo tudo bem a gente segue para abrir os de quinta-feira. Pretendemos levar quatro alegorias e uma média de 2500 componentes. Podem esperar uma escola incorporada de muito samba. A gente brinca que vamos ressuscitar o Adoniran”.

Mestre Tornado explicou o sentimento da volta dos ensaios. “É de alegria, felicidade, vida. Com todos os protocolos e o que a escola oferece vamos trabalhar. O sentimento é de confiança. Estou arrepiado. Tivemos que adaptar a bateria pela redução de componentes. Falam que sou o louco das bossas e já tenho quatro ou cinco para o desfile”.

Para o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Dragões, Rubens de Castro e Evelyn Silva, o sentimento de volta é de vitória. “É uma felicidade imensa. Passamos muito tempo longe do carnaval. Hoje, a gente sente muita alegria em ver a comunidade. Esperem muita criatividade e locura, que fazem parte da nossa dança”, disse a porta-bandeira.

“Esse ano tudo será muito rápido. Vamos fazer tudo técnico e objetivo. Estamos dentro do cronograma. Aguardem novidades das nossas fantasias”, completou o mestre-sala.

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