A segundo escola adentrando a Sapucaí neste sábado (23), trouxe para os espectadores o enredo “Igi Osè Baobá” onde contou a história e a simbologia das gigantescas e milenares árvores que representam a ancestralidade, religiosidade, identidade e a memória do povo africano.

Em sua segunda alegoria, apostou em trazer a entidade representada na religiosidade africana, onde são templo e altar, ao mesmo tempo. A principal escultura do carro é um Baobá, em que ficou cercado pelos destaques que compunham o carro e representavam os Orixás Nanã, Omulu, Oxumaré e Oxum, padroeira da Azul e Branca de Madureira. Carlos Ribeiro, destaque principal da alegoria e um dos responsáveis, em entrevista ao site CARNAVALESCO, destacou alguns detalhes do carro.

“O segundo carro veio representando o enredo, o Baobá, veio trazendo também outros Orixás que são membros da família da palha, contando a história e a força dessa entidade que trouxemos esse ano.”

Na parte da frente da alegoria, a Escola de Madureira trouxe Xangô, o Orixá da justiça. As árvores, consideradas sagradas, vieram diretamente das cisternas naturais, o que aproxima de Nanã, primeira divindade das águas. No topo da alegoria, foi trazido o Orixá que simboliza a paz, Oxalá. Veio representado por Carlos Ribeiro que, em entrevista ao site carnavalesco, contou a importância dessa fantasia e sua composição.

“Representar Oxalá foi uma responsabilidade muito grande, é um Orixá branco que é o maior. A fantasia veio toda em branco, com muito branco, prateado, estava grande. Uma particularidade é que sou espírita e filho dele”, comentou.

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