ENTREVISTÃO: Almir Reis, o homem de confiança da Beija-Flor

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Almir Reis, vice-presidente da Beija-Flor, e profissional de confiança do presidente de honra, Anísio Abraão David, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO na série “Entrevistão” sobre os novos rumos da escola de Nilópolis, após a saída de Laíla, o que ele pensa do futuro dos desfiles e como será a condução da atual campeã do Grupo Especial. Confira abaixo o bate-papo. O único assunto não abordado foi a saída de Laíla, que Almir preferiu não comentar.

Qual o tamanho da responsabilidade de ser o homem forte da Beija-Flor?

“O amor é maior que qualquer responsabilidade. É muita coisa? É. Mas quando você faz as coisas com amor qualquer responsabilidade fica pequena. A equipe é muito boa e cada um faz a sua parte, não fica pesado”.

Qual sua real função dentro da escola?

“Faço tudo. A grande verdade é essa. Única coisa que não faço é interferir na harmonia e parte artística, pois temos profissionais capacitados para isso”.

Por que a opção pelo Válber Frutuoso para direção de carnaval?

“O Válber esta de volta à casa que sempre foi dele. Quando o Ney (Filardi, ex-presidente da Ilha) nos pediu a contratação dele havíamos dito que era um empréstimo. Mas ele nunca deixou de ser Beija-Flor. É um profissional diferenciado, com um conhecimento muito grande. Ele sempre defendeu o nome do samba onde passou. Chamamos ele de volta agora, chegou o momento”.

O que podemos esperar da comunidade da Beija-Flor em 2019?

“Como uma grande empresa se torna uma potência? Com uma boa gestão. Aqui na Beija-Flor temos um presidente de honra que passa muito amor às pessoas. A comunidade dá o sangue. Tudo que é feito dessa forma não tem como dar errado”.

Você será presidente da Beija-Flor?

“Nunca tive e não tenho essa pretensão. Gosto do que faço e acho que está de bom tamanho. A parceria com o Gabriel (David, filho de Anísio) está muito boa. Não me pego imaginando como seria sem o Anísio. Ele tem brincando mais 20 anos de lucidez”.

Você é adepto de desfiles técnicos ou emocionantes?

“Eu acho que sou um cara mais técnico, me cerco de tudo para evitar os erros que podem fazer a escola perder ponto. Mas vejo que técnica e emoção precisam caminhar lado a lado para a obtenção de um resultado satisfatório”.

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