Os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial se reuniram na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), na noite desta terça-feira, para debaterem o futuro dos desfiles no próximo ano, em tempos de pandemia da Covid-19. Foi o primeiro encontro dos dirigentes após o Carnaval de 2020 e teve quase três horas de duração.

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, explicou o que foi debatido na plenária.

“Foi a primeira reunião após o carnaval. Nos reunimos com o distanciamento necessário e ouvimos as demandas das escolas. Cada uma está enfrentando um problema no dia a dia. Nós entendemos que o momento ainda é precipitado. Estamos aguardando os setores de saúde do governo. Não podemos nos antecipar a nada. Estamos aguardando o trabalho dos cientistas. Imaginamos que até o meado de setembro a gente tenha definição. Foi uma reunião de avaliação. Todo mundo entendeu que o projeto do carnaval teve atraso e vamos aguardar os órgãos públicos. Não podemos nos antecipar na frente da ciência, Só imaginamos o desfile em fevereiro com a vacina. O desfile não pode acontecer sem aglomeração dos desfilantes ou de quem está assistindo”, disse Castanheira.

O presidente da Liesa falou que após o mês de setembro, caso não tenha uma resposta sobre a vacina contra a Covid-19, pode ser difícil ter a realização dos desfiles.

“Não sei se seria viável adiar, porque mexe com todo o calendário. Adiar para junho poderia prejudicar o desfile de 2022. A gente acha que isso é o menos provável. Mas temos que pensar no plano A que é ser em fevereiro, o plano B e o plano C. Tem que ver se a partir de setembro se as escolas teriam tempo. Após esse prazo fica comprometido para as escolas realizarem os desfiles. Não sabemos o que vai acontecer com os outros eventos, como o Réveillon. Vamos aguardar os órgãos de governo que possuem a chancela”.

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