Não importa a cor do pavilhão, as escolas de samba do Rio de Janeiro são todas unidas contra o Coronavírus. Em uma parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), as agremiações vão convocar integrantes das comunidades e seus familiares para responderem o questionário digital lançado, neste mês, para descobrir as subnotificações do Coronavírus.

A Mocidade Independente de Padre Miguel, Acadêmicos do Grande Rio, Paraíso do Tuiuti, Unidos da Tijuca, Portela e Unidos do Viradouro já embarcaram nessa missão. Distantes da avenida, agora buscam um importante título para a população fluminense: a vitória contra a doença.

O questionário foi elaborado por cientistas da Comissão RJ Ciência no Combate à Covid-19, sob coordenação da SECTI e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Disponibilizado pelo link bit.ly/indicarcovid19, o formulário leva apenas 2 minutos para ser respondido e solicita informações sobre contato com infectados, sintomas da Covid-19 e a localização dos casos.

O preenchimento não é obrigatório, mas a adesão em massa é de fundamental importância para o avanço de pesquisas e para que o Estado possa agir de forma mais assertiva, com base nos dados que são levantados em tempo real,formando assim, um mapa com os casos de infectados geoposicionados por CEP.

À frente do projeto está a Profa. Dra. Maria Isabel de Castro Souza, Subsecretária de Ensino Superior, Pesquisa e Inovação. Segundo ela, o estudo, além de ser primordial para a ação pública mais efetiva, também trabalha a prevenção. “Não temos testes, nem leitos e nem respiradores para todos. Então quanto maior o número de ações preventivas identificando esses casos que são até então invisíveis, melhor será para o direcionamento do poder público nas medidas em prol da sociedade”, finalizou a subsecretária.

A base digital do levantamento é 100% segura e informações pessoais não serão divulgadas. Quanto maior o número de formulários preenchidos, melhores os resultados para estudos e para a obtenção de um panorama real das subnotificações. Sem esse resultado, é inviável mensurar o verdadeiro alcance da doença no Estado. A ciência precisa de ajuda e com apenas um clique, muitas vidas podem ser salvas.

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