Em reunião plenária emergencial na noite desta segunda-feira na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial decidiram reivindicar uma reunião urgente com o prefeito Marcelo Crivella e a Riotur sobre o valor da subvenção da Prefeitura do Rio para o Carnaval 2019.

Em entrevista coletiva, ao fim do encontro, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, explicou a decisão da plenária emergencial.

“As escolas pretendem realizar uma reunião com a Riotur e a Prefeitura do Rio para tentar reverter esse quadro. As escolas reivindicam uma reunião para que possa ser revertida essa decisão. A Prefeitura quer acabar com o carnaval do Rio? Uma fonte de cultura e geração de empregos para cidade. Não pode ser dessa maneira. Todo ano uma surpresa. Foi com muita surpresa que recebemos a informação do corte da subvenção. Em momento algum, nos foi dito que a verba seria diminuída. Causa muita estranheza agora às vésperas do carnaval a informação do corte”, disse Castanheira.

Liesa descarta diminuição dos desfiles em 2019

O presidente da Liesa citou que o desfile das escolas de samba traz recursos aos cofres do poder público. “Com R$ 500 mil não se consegue fazer um carnaval. A Prefeitura e o presidente da Riotur precisam entender isso. A prefeitura do Rio tem o maior benefício, porque o carnaval do Rio traz recursos e ajuda a subir a receita da Prefeitura. Não é possível que haja a falta de sensibilidade com o espetáculo que é a cara do Rio. Temos pesquisa da FGV que fala que o carnaval é a melhor imagem do nosso país. Ano passado, o prefeito falou que ia cortar a subvenção para passar as creches e hospitais, mas estamos vendo que o abandono continua o mesmo”.

Jorge Castanheira frisou que não existe um Plano B para redução do espetáculo das escolas de samba. “As escolas tem liberdade, mas isso não atinge o corte de 50% da verba. É impossível. As escolas já fizeram seus orçamentos e compraram parte das mercadorias. Os carros são a cenografia do espetáculo e as fantasias contam o enredo. O desfile não pode ser mutilado devido ao corte de verba”.

Perguntado se seria uma retaliação do prefeito Marcelo Crivella com as escolas de samba, Castanheira questionou a decisão do poder público.

“Não é o primeiro caso. Já houve outras situações. Estamos cumprindo tudo. Entreguei o orçamento da Liga nas mãos do prefeito. Estamos tentando o consenso com a Riotur”.

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