Os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), no Centro da cidade, para debaterem os próximos passos rumo ao próximo carnaval. É o primeiro encontro desde o fim dos desfiles de 2020.

O site CARNAVALESCO obteve informações que a reunião será para debate de ideias do que pode acontecer no pós-Covid 19. O consenso geral é que a garantia de uma vacina ou remédio é fundamental para realização dos desfiles.

As escolas de samba e a direção da Liesa vão seguir todas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos órgãos públicos. Por isso, a certeza sobre o futuro dos desfiles das escolas de samba só pode ser dada entre o fim de outubro e o mês de novembro, quando haverá resposta sobre a eficácia das vacinas e remédios que estão sendo produzidos em laboratórios pelo mundo, inclusive, pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, e o Instituto Butantã, em São Paulo.

Carnaval é garantia de receita para a Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio informa que ainda é cedo para cravar algo sobre os desfiles. A Riotur também adota a mesma postura de esperar o avanço da vacina ou remédio contra o novo Coronavírus. Em tempos de pandemia e crise econômica é fundamental ter cautela, afinal, a receita espera pelo carnaval, seja em qual mês puder ocorrer, após a vacina, é essencial para os cofres públicos, inclusive, para os pagamentos dos salários dos servidores.

O balanço da Riotur aponta que o carnaval 2020 teve mais de 2.1 milhões de turistas na cidade, com mais de 10 milhões de pessoas circulando durante o carnaval, maior número de navios internacionais dos últimos 20 anos atracando no Píer Mauá, ocupação hoteleira em quase 100%, R$ 4 bilhões em movimentação econômica e um número recorde de dias de folia.

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