Estácio de Sá desliza pelas águas do favoritismo

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Por Nathália Marsal

Pelo terceiro ano consecutivo, o Estácio de Sá luta pelo retorno para o Grupo Especial e não é só graças a sua história e tradição. O desfile de alegorias bonitas e grandiosas rendeu gritos otimistas ao fim da passagem da escola pela Avenida. Entre os componentes, o predomínio era de pé no chão e humildade.

“Todos entram na Avenida com nota 10. Não existe favoritismo”, afirmou o diretor de Carnaval Mario Mattos.

Com o enredo “A Fé que Emerge das Águas”, a agremiação contou a história de Jesus de Nazareno, o Cristo Negro, de Portobello, no Panamá. Integrante da Velha-Guarda, Alba Regina da Silva, de 67 anos, tem fé que o divino vai levar a escola ao caminho do título.

“É uma emoção sem tamanho representar Nossa Senhora. Quem sabe isso não vai ajudar a trazer a minha escola para o lugar que é dela”, destacou a devota que representou Nossa Senhora da Aparecida negra.

Os gritos de “É campeã” ao fim do desfile só reforçaram o favoritismo do nome que a Vermelha e Branco do São Carlos tem. Para Ana Bezerra, de 54 anos, não só o nome, mas o samba e as fantasias conquistaram fãs no desfile deste ano.

“A Estácio de Sá é muito forte e, por isso, vai ser sempre uma favorita. O samba é fácil para evoluir e as fantasias estão bonitas”, contou Ana, que desfilou ao lado do esposo.

Apesar da pressão de chegar ao Grupo Especial, a baiana Joana D´Arc Pereira Machado, de 56 anos, deslizou leve pela Sapucaí. Baiana há 8 anos, ela explicou que o segredo é o comprometimento e o prazer pelo que está fazendo.

“Desfilar é um prazer por isso não sinto esse peso de responsabilidade. Todo ano estamos indo para disputa do melhor lugar. Está tudo artisticamente muito lindo o que vai contribuir muito para o somatório de pontos”.

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