Por Yuri Neri. Fotos: Magaiver Fernandes

Flávia Lyra, rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, tem uma dura jornada, dividindo o reinado com o ofício de bombeiro. Quando larga a farda e calça o salto, mostra todo o seu samba no pé. Este ano a rainha se sente feliz com o fato de desfilar um enredo que, segundo ela, é crítico e, ao mesmo tempo, leve.

“Este enredo veio a calhar com o momento que vivemos, e tem a cara da Imperatriz, porque a escola não aborda nada de uma forma afrontosa. E eu achei muito legal a escola trabalhar este tema de forma leve, com a cara do carnaval, de uma forma muito metafórica, mas, nem por isso, deixando de ser incisiva na crítica”.

Para fazer bonito na avenida, a oficial não deixa a dedicação de lado, e a preparação é feita o ano inteiro.

“Eu me preparo o ano todo, o condicionamento físico, estética, e na reta final eu diminuo os doces, cuida da alimentação. Mas preparação total para o carnaval, só pegando férias. Eu trabalho de segunda a sexta no quartel e, nesta reta final, só dessa forma pra me dedicar 100% a escola”, disse ela.

Sobre a fantasia que usará, ela garante: as pessoas vão se surpreender com o material da roupa.

“Eu pedi que minha fantasia esse ano fosse um pouco menor, mais leve, até para que eu possa desenvolver melhor na avenida. E o grande diferencial dela é o material que eu vou usar na avenida”.

Herdando um posto que já foi de beldades como Cris Viana e Luiza Brunet, a tenente, que vai pra seu segundo carnaval a frente da bateria, considera um privilégio estar neste posto.

“A minha honra em continuar esse legado é maior do que a minha responsabilidade. Eu sou fã da Luiza Brunet e me espelho nas rainhas anteriores para ser a rainha que a Imperatriz merece”.

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