A noite de sexta-feira, dia 28 de maio, foi triste para um lugar alegre e a cara do Rio de Janeiro: O Baródromo, o bar do carnaval. Sediado no bairro do Maracanã, o local teve duas funcionárias atacadas com comentários racistas feitos por uma cliente.

“Ela ficou pouco tempo, mas o bastante para a confusão toda. Ela pediu a conta e a nossa garçonete levou a conta errada. Ela insinuou que ela estava querendo roubar e a insultou de ‘negra fedorenta’. Perto da cena tinha uma mesa só de pessoas pretas que automaticamente saíram em defesa da nossa funcionária e foram insultados também, com ofensas raciais e homofóbicas”, disse Felipe Trotta, dono do bar, ao jornal O DIA.

A mulher foi levada para 19ªDP (Tijuca) e liberada após pagar uma fiança de R$ 2,2 mil.

Confira abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Baródromo:

“Na última sexta o Baródromo foi cenário de um fato muito triste e revoltante. Uma cliente que chegou à casa já no final do expediente, junto com um rapaz, se indignou com um erro na conta e xingou uma da nossas funcionárias com insultos racistas. Clientes próximos a situação saíram em defesa e também sofreram insultos raciais e homofóbicos. Além disso tudo, ainda sobrou ofensas à uma outra funcionária por ser nordestina. Um pacote de horror com intolerância e preconceito numa pessoa só.

Diante do ocorrido, tivemos que conter a fúria de todos presentes para que não acontecesse um linchamento. Chamamos a polícia e fomos todos para a delegacia. A delegada decretou a prisão desta pessoa! Foi em cana! CADEIA!

Lamentamos muitos pelos nossos funcionários e clientes que passaram por esta experiência. Nos colocamos à disposição com nosso suporte jurídico para acompanhamento e prosseguimento no processo. Aqui não toleramos racistas, homofóbicos e xenófobos! Vão pro inferno!”

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