A poucas horas da decisão da Liesa se vai haver ou não desfile em fevereiro de 2021, um grupo de estudiosos de carnaval formado por integrantes do Museu do Samba e do Laboratório de Arte Carnavalesca (LAC) protocolou na Riotur um desejo de se realizar o carnaval em sua data original, mesmo sem vacina e com a pandemia ainda causando restrições.

A ideia do grupo é apresentar propostas que tornem o Carnaval 2021 completamente diferente de todos que já aconteceram. As sugestões do grupo só seriam colocadas em prática com o aval de autoridades sanitárias, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Veja abaixo algumas das sugestões enviadas à Riotur:

– As escolas preparariam, desde já, uma apresentação resumida que pode ser expandida à medida que a situação sanitária vá se resolvendo. Uma primeira fase agruparia o desenvolvimento dos elementos básicos do desfile (sinopse, enredo, samba, desenhos etc.), atividades que podem ser feitas pelos criadores em suas casas. Numa segunda fase, as fantasias podem ser executadas nos barracões (seguindo os padrões por entidades credenciadas – Fiocruz, por exemplo – como acontece nas produções para TV) ou nas casas dos componentes (seguindo o modelo das chamadas alas comerciais nas décadas passadas).

– Procedimento da evolução da vacina, o projeto iria se adaptando mês a mês. O resultado final dependeria do avanço da cura, podendo se apresentar como um espetáculo fechado ou como um desfile mais próximo do tradicional.

– Organizar, paralelamente, um concurso com produção de alegorias, expõe em um site onde as pessoas votassem, gerando engajamento, com escolas agindo e os trabalhadores do barracão sendo remunerados por suas atividades.

– Resgatar o corso, promovendo carnaval nas ruas dentro de automóveis.

– Organizar competições segmentadas, como, por exemplo, melhor sinopse, melhor logo, melhor puxador, melhor bateria, melhor samba de quadra ou mesmo melhor clipe do samba ou pocket show da escola.

– Concurso de fantasias de luxo dos destaques das escolas de samba, que pode ser transmitido pela internet ou pela TV, como acontecia décadas atrás, evitando aglomerações.

– Realizar o cortejo sem público presencial (pode fazer como um NBA e colocar o público em telas de LCD ao longo da Avenida), podendo cobrar ingresso dessas pessoas e vender os direitos de transmissão.

– Aproveitar o ritual carioca de ver os carros alegóricos na Presidente Vargas nas manhãs dos desfiles e espalhar os carros que estão prontos de outros carnavais, ou que completados sendo feitos para 2021, nas ruas da cidade, em diferentes avenidas, na frente das quadras etc.

– Criar uma hashtag que condensar os posts em redes sociais, para ocupar o território online e ficar nos trending topics durante todo o período do carnaval.

– Aproveitar a Praça da Apoteose como um local de “comunhão” das escolas, juntando alguns representantes de cada e transmitindo lives.

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