Célia Domingues é diretora da Estação Primeira Mangueira e contribuiu artisticamente várias vezes no carnaval brasileiro. Nos desfiles de Brasília não foi diferente. Antes da pandemia se iniciou uma discussão de um projeto de oficina de escolas de samba com o objetivo de aprimorar artistas brasilienses e capacitar outros com interesse em ingressar no meio.

Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

A diretora ficou responsável pela parte artística e, junto com os alunos, criou belas fantasias. O sucesso do trabalho foi tanto, que as vestimentas estão expostas na Biblioteca Nacional de Brasília, em um lugar exclusivo somente para elas. Em entrevista com o CARNAVALESCO, Célia contou o funcionamento das aulas e oficinas.

“Foi um trabalho feito com alunos das escolas de Brasília que participaram de várias oficinas, inclusive a de figurinos. Tivemos 10 horas de aulas por dia. Foi muito gratificante com a mentoria do Milton Cunha com a minha coordenação. Várias pessoas do carnaval de Brasília que já são profissionais, mas que estavam lá como alunos para se aperfeiçoar e atualizar”, contou.

Conexão entre cidades

A diretora falou sobre como as cidades se uniram: Brasília, Rio e São Paulo, mas especialmente os cariocas. Célia citou várias pessoas. De fato, pudemos ver personalidades como Wantuir, Ito Melodia, Nêgo, mestre Dinho, o casal do Salgueiro, Sidclei e Marcella, a corte do carnaval de São Paulo, entre tantos outros.

“Existe uma proximidade entre as pessoas de Rio e Brasília. Sejam eles intérpretes, mestre-sala e porta-bandeira, aderecistas, carnavalescos, compositores e historiadores para sempre participar e ter uma personalidade nos encontros para incentivar as pessoas daqui. Existe essas atividades e eu acho que ficaram muito próximas de Rio e São Paulo. As duas cidades abraçaram os desfiles para não deixar acabar, sem dúvidas”, declarou.

Célia contou como surgiu a ideia do projeto. É claro que a pandemia foi algo terrível e adiou tudo, mas neste caso em específico serviu para pensar melhor como andaria a estratégia.

“Antes da pandemia, a subsecretária foi ao Rio com a Delma. Nós fizemos um tour pelas escolas de samba e sambódromo para ver como as coisas aconteciam. Quando começou a escrever esse projeto veio a pandemia. Daí tivemos mais tempo para ter tranquilidade para pensar com mais sabedoria. Enquanto isso ela ia articulando com os secretários quando se poderia criar uma escola de Carnaval. Quando a pandemia amenizou, a gente começou a fazer esse trabalho aqui. Foi uma troca importante. Nos tornamos irmãos”, disse.

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