Centenas de amigos, familiares e apaixonados pela Imperatriz Leopoldinense estiveram no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, para o sepultamento de Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, presidente da verde e branco. O site CARNAVALESCO acompanhou todas homenagens e despedidas ao dirigente que participou ativamente dos títulos da escola no carnaval das escolas de samba. No momento do sepultamento foram cantados os sambas de 1989 e o reeditado de 1981 em 2020 (veja no vídeo abaixo).

Em virtude da pandemia do novo Coronavírus, a família não pode realizar o velório na quadra da Imperatriz e no cemitério estiveram presentes apenas amigos e familiares, entre eles, o ex-jogador Edmundo, personalidades de outras escolas de samba, e, da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

Diversas coroas de flores foram enviadas para o sepultamento. No cortejo da despedida, o som seco do surdo, tomou conta do espaço. O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, discursou para família, momentos antes do enterro de Luizinho Drumond. Veja no vídeo abaixo.

O site CARNAVALESCO ouviu personalidades da Imperatriz e do carnaval sobre a relação com Luizinho Drumond. Leia abaixo.

Jorge Castanheira, presidente da Liesa

“É muito difícil falar agora. Vai fazer uma falta absurda. É uma pessoa insubstituível em tudo que fez para o bem do carnaval e para Imperatriz. Ele colocou o carnaval ao título de maior espetáculo da terra. Sempre teve muita visão de fortalecer o grupo, a base do samba, com determinação e entrega. Fica o legado dele por tudo que ele fez ao carnaval do Rio de Janeiro. Todo nós temos uma responsabilidade muito grande de enxergar esse legado. Presto essa última homenagem. É uma referência como conselheiro dentro da Liga e que sempre pude ouvir. Ele sempre fez pela entidade e o mundo do samba. A gente tem muito que agradecer”.

Luiz Guimarães, vice-presidente da Vila Isabel

“É um marco na história do carnaval. Foi a primeira grande perda que peguei. As outras eu não era nascido. Ele fez muito pelo carnaval, foi fundador da Liesa. Engrandeceu o espetáculo. É uma perda considerável. Está todo mundo sentido e o clima muito ruim. É deixar as coisas boas e o que ele fez muito pelo carnaval. A história dele está diretamente entrelaçada na Imperatriz e no samba”.

André Vaz, presidente do Salgueiro

“É um momento muito complicado. Uma perda irreparável para a Imperatriz e o samba. Luizinho é um ícone. Um dos fundadores da Liesa. Lamentar e torcer para dias melhores. Ele é mais uma pessoa que vai estar lá em cima pela gente. Vim dar um abraço forte na família”.

Almir Reis, vice-presidente da Beija-Flor

“Seu Luizinho é um dos fundadores. Ele fez parte disso tudo. Além de perder um grande amigo, a gente perdeu um grande líder do mundo do samba. Agora é vida que segue. Torcer para as coisas melhorarem e nos cuidarmos. Rezar muito por ele e pedir muita força pela família”.

Fernando Costa, diretor de carnaval da Unidos da Tijuca

“É uma grande perda para o carnaval. Se a Imperatriz está no lugar que está foi devido a ele e o amor pela escola. Era um grande dirigente e apaixonado pelo samba. Infelizmente, ele nos deixou. Espero que ele tenha um bom caminho de luz, fique bem e olhe pelo nosso carnaval lá de cima”.

Wilson Moisés, ex-presidente da Vila Isabel

“Ele é um dos ícones da Liga das Escolas de Samba. Levou a Imperatriz a ser uma das mega escolas de samba. Trabalhei junto com ele por mais de 10 anos. Ele foi uma das pessoas que me orientou e ajudou bastante na minha chegada na Vila Isabel em 2003. Era um pessoa muito querida e fez muito para o carnaval do Rio de Janeiro chegar na grandiosidade que chegou. Eu não sabia nada e lembro dos conselhos dele de como dirigir uma escola de samba e o barracão. É uma perda lastimável”.

Elmo José dos Santos, diretor de carnaval da Liesa

“Perdemos um grande comandante. Ajudou a fundar a Liesa, foi presidente da gravadora das escolas de samba e estava nos títulos da Imperatriz. Era do Conselho de Grande Beneméritos. Era incentivador, gostava e amava o samba, isso que é o mais importante. Ramos deve tudo para ele, fez um trabalho maravilhoso na Imperatriz. Hoje, o samba está chorando e pedindo para papai do céu abençoar a alma dele”.

Junior Escafura, ex-diretor de harmonia da Imperatriz e atual diretor da Portela

“Sou eternamente grato ao presidente Luizinho. Abriu as portas da escola. Fiquei cinco anos na Imperatriz. Antes disso, eu sempre tive uma relação muito boa com ele. É meu padrinho de casamento. Sempre foi meu conselheiro, amigo e meu deu boas ideias. É um cara que vai fazer muita falta para o carnaval. Era uma pessoa que ajudava muita gente. Só tenho a lamentar muito. Estou muito triste e rezando para ele estar em um bom lugar. Vai ficar muita saudade e as lembranças das nossas conversas no barracão. É um momento muito difícil”.

Preto Joia, intérprete da Imperatriz

“É uma perda irreparável. O Luizinho, além de ser um grande presidente, era um apaixonado pela Imperatriz. A nação leopoldinense está muito triste. Se Deus quiser vamos dar a volta por cima e seguir o nosso rumo que é das vitórias. Hoje, a amília toda da escola está em luto”.

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