Em seu retorno ao Grupo Especial, a Imperatriz Leopoldinense deverá levar para Marquês de Sapucaí, no próximo Carnaval, um enredo autoral e biográfico, assinado pela carnavalesca Rosa Magalhães. É o que antecipou Marcos Drumond, presidente da agremiação, em entrevista à reportagem do site CARNAVALESCO.

Uma reunião entre o presidente e a carnavalesca, para discutir os detalhes acerca do enredo, está marcada para acontecer na tarde desta terça-feira, de maneira virtual. No entanto, na conversa com a reportagem, o dirigente já revelou: “A Rosa já está meio que desenvolvendo o enredo. E assim que ela der o aval de estar tudo 100% na sinopse, a gente vai divulgar o tema. O que posso adiantar é que ele é autoral e trata-se de uma biografia”.

A Imperatriz, junto com a Mangueira, são as duas únicas escolas do Grupo Especial que ainda não lançaram oficialmente seus enredos para o próximo desfile. Marcos Drumond explica que a razão da demora está relacionada às incertezas quanto aos rumos da festa no ano que vem. “Nós não temos nenhuma data pré-estabelecida que haverá Carnaval. Em julho, na reunião da Liesa, já ficou meio que um pouco esclarecido de que não haveria Carnaval em fevereiro, o que só foi decidido de fato na plenária de setembro. E nessa última reunião, também ficou uma incógnita se vai ter Carnaval em abril, maio, junho ou julho. Foi por isso que aconteceu de não ter pressa para divulgar enredo”, alegou.

Todavia, o presidente gresilense relata que essa mesma indefinição quanto aos desfiles é o que motiva a trabalhar com uma meta de data para o lançamento. “Me preocupa um pouco se, de uma hora para outra, resolver que vai ter Carnaval em maio ou em junho, julho (do ano que vem). Se isso acontecer, tenho que estar com um enredo pronto. Minha ideia é no máximo em novembro, não sei exatamente quando, dependendo do tempo que a Rosa iria ter que estudar esta sinopse, lançar o enredo”, disse.

‘Fiz um exame para Covid-19 que deu positivo’, revela Marcos Drumond

Durante a entrevista ao site CARNAVALESCO, Marcos Drumond ainda contou que o encontro entre ele e Rosa Magalhães já deveria ter ocorrido anteriormente. Entretanto, alguns imprevistos impediram que isto acontece. Entre eles, o fato de ter sido diagnosticado com a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

“Quarta-feira passada eu ia ter uma reunião com a Rosa. Mas ela me ligou, dizendo que tinha feito alguns exames, que apontaram que a taxa de imunidade dela estava muito baixa. A Rosa, desde que começou a pandemia, não sai de casa. Ela tem medo de sair de casa. A Rosa é um grupo de risco seríssimo, já que ela tem alguns problemas de saúde. Então, é bem inviável ter contato com ela. E eu, por acaso, logo depois do feriado da Independência, mas exatamente no dia 09 de setembro, fiz um exame para Covid-19 que deu positivo. Fiquei 16 dias trancado dentro de casa. Por coincidência, também na quarta passada, é que eu fiz um outro exame e negativou. Tanto que só comecei a sair de casa na quinta-feira. Então, não aconteceu da gente se reunir devido a essa situação dela e a minha também”, justificou.

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