Compositores: Márcio André, Sandra de Sá, Daniel Katar e Júlio Page
Intérpretes: Grazzi Brasil e Sandra de Sá

Será… Que o samba ainda está em nossas mãos?
Realidade ou ilusão?
A voz do morro, a verdade do povo
Num mundo colorido
Esqueceram minha cor
“Visual virou quesito”
Não julgaram meu valor!
Eu que trago herança quilombola
Nos acordes de Viola
Que Candeia alumiou…

Eu que no terreiro faço meu povo cantar
Gira baiana, mãe baiana vem girar
Mironga de jongueiro, cortejo de maracatu
Samba de caboclo, atabaque de lundu

É… A vida é o improviso de um partido
O gingar destemido em forma de arte
Lembrar Palmares, Zumbi
Ao som de mestres ouvir
Um canto negro de liberdade
Ah… Enquanto não silenciarem os tantãs
Se ainda nos restar inspiração
Ninguém vai calar o sambista
Serei… A resistência que mantém essa raiz
Essência da raça, no dia de Graça
O cantar mais feliz!

Vem o morro da formiga, pra gira do cangere
Meu ilê é no império da Tijuca
Orayeyeo Oxum, óh padroeira
É arte negra, meu quilombo, nossa luta!

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