Compositores: Rafael Mikaiá, Rico Bernardes, Daniel Barbosa e Rodrigo Pinho

E aí, mané… Lembra do tempo onde tudo começou?
Por entre becos e vielas ecoou
O belo acorde de um violão
“O samba corre nas veias dessa mãe gentil
É sobrenome desse meu Brasil”
Não venha duvidar do seu valor
Forte como um baobá, fonte de inspiração
Nos versos que vem de Candeia
Surge a mais preta canção
É… Onde mora poesia!
Tradução da alegria no olhar de um partideiro
É… Resistência e bravura!
De “Mahins”, Zumbis” e “Zumbas”
Risca o chão do meu terreiro

Gira baiana com sua saia rendada
É madrugada na ginga de um capoeira
Abram-alas e firma na palma da mão
O pranto no rosto emoção
Ao bailar da porta-bandeira

Canto pra buscar quem foi pra longe
O meu peito não esconde, um cortejo de saudade
Quero senhor o seu apreço!
Esse samba não tem preço, do povo é identidade
Por trás do pano dessa fantasia
Tem as faces da alegria, na tristeza dá um nó
O grêmio do morro desceu, semente aqui floresceu
Carnaval é muito mais que manifesto
É luta, garra, é protesto!
Dessa gente que conhece o seu valor

Isso é samba de quilombo, é Kizomba! Êêê Kizomba!
A padroeira o meu batuque vem abençoar
O Império da Tijuca vai cantar

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