O Império Serrano abriu na tarde desta segunda-feira, na Cidade do Samba, a fase de gravação dos sambas-enredo para o CD oficial do Grupo Especial Carnaval 2019. A escola da Serrinha vai apresentar no desfile do ano que vem a música “O que é, o que é?, imortalizada por Gonzaguinha.

O site CARNAVALESCO acompanhou todas etapas dessa primeira fase de gravação. Foram feitas as gravações da bateria e do coro da comunidade. Para o diretor de carnaval JL Escafura, o samba do Império para 2019 é uma obra clássica consagrada.

“A vantagem é que todo mundo já sabe cantar, pois é um clássico consagrado. É difícil quem não goste dessa música. É uma obra tida como MPB, mas quem nunca escutou ela no ritmo de samba? As pessoas perguntam como será, mas na minha visão todos já sabem pois já foi feito. A sinfônica é sem igual, é maravilhosa e a bateria tirou onda. Gostei muito do resultado”, disse o diretor de carnaval JL Escafura.

O Império Serrano terá uma dupla de cantores em 2019: Anderson Paz e Leléu. Paz está de volta para escola e elogia o novo parceiro.

“Estou feliz pois é gratificante poder voltar ao Império Serrano. Junto do Leléu que é um grande cantor e parceiro. Fui abraçado por todos os segmentos da escola. Poder fazer dessa música popular um grande samba-enredo é o grande diferencial do Império na avenida na minha visão. Tem diferença claro para o cantor, mas no meu ver é simplesmente cantar, cantar e cantar. Transmitir essa mensagem para o mundo”, contou o intérprete Anderson Paz.

Leléu fará sua estreia no Grupo Especial no ano que vem e ressalta a força do samba imperiano.

“Poder estrear no Grupo Especial é prazeroso pois é um sonho que persigo a muito tempo. E ser produzido por Laíla e Mário Jorge, com arranjo de Rafael Prates, é uma honra muito grande. O ensaio é fundamental para a adaptação dessa obra para avenida. Já encontramos o melhor andamento. Ter o prazer de executar um clássico da MPB na Sapucaí será uma sensação única, pois a avenida toda saberá cantar nosso samba”, garantiu o intérprete Leléu.

Comandante da Sinfônica do Samba, mestre Gilmar confia nos seus ritmistas e no andamento da bateria.

“Não podemos atrapalhar a melodia, por isso fiz algo para acrescentar. Eu gosto de bossas no contra-tempo, mas esse ano fiz tudo dentro da melodia para não fugir nada. Temos algumas coisas que serão mostradas no desfile, mas para o CD é um samba que o mundo inteiro vai escutar. O trabalho de gravação foi muito bom na minha visão. A bateria do Império é cadenciada, por isso vamos desfilar com muita tranquilidade. As bossas em alguns momentos da melodia praticamente são obrigatórias. Temos uma bossa na cabeça para o CD, mas na avenida teremos três. A bateria do Império é pioneira no carnaval”, afirmou mestre Gilmar.

Detalhes da gravação do samba do Império Serrano

O Império Serrano levou 52 ritmistas para Cidade do Samba. A bateria fechou sua gravação com segurança e utilizou no máximo 45 minutos. O andamento foi de 138 BPM (batidas por minuto). A escola utilizou o Dó Maior no tom.

Rafael Prates foi o arranjador da faixa. A primeira passada do samba foi gravada sem o ritmo mais pesado da bateria. Leléu e Anderson Paz criaram um alusivo onde perguntam “O que é o que?” e a bateria responde com ritmo. A maioria dos integrantes do coro foi formada por baianas e velha-guarda.

A rainha de bateria Quitéria Chagas voltou ao Brasil hoje só para participar da gravação. Monique Rizzeto, rainha da escola, também participou do coro.

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