Um dos conjuntos alegóricos mais bonitos do carnaval de 2020 não conquistou os jurados e não obteve nenhuma nota máxima. O trabalho do carnavalesco Leandro Vieira foi julgado com rigor pelo júri e levando até uma nota 9.7 do jurado Fernando Lima. Problemas de iluminação e acabamento foram alguns motivos para as notas negativas que a escola recebeu.

“Conjunto alegórico bem desenvolvidos e em conformidade com projeto defendido no caderno abre alas. No entanto, houve problemas de iluminação: no elemento cenográfico 01 (entrada triunfal) e alegoria 02 (o templo transformado em mercado) que vinham acesos até certa altura da avenida, mas ao se aproximarem do módulo 05 apagaram-se”, julgou Madson Luis Gomes.

Sendo uma das piores notas da escola, o julgador Fernando Pinto apontou pontos como baixo impacto visual e falta de harmonia entre materiais.

“Alegoria 02 – Colunas marmorizadas com pouco recurso visual, serviram apenas como apoio dos platôs dos destaques no topo. Alegoria 03 – O teto da alegoria também serviu apenas como uma laje sem expressão, para os destaques dançarem. Baixíssimo impacto visual. Falhas foram observadas na execução de alguns componentes e adereços: Ex; alegoria 03 – junção entre a coroa e o coração com grande afastamento. Alegoria 04 “O Calvário” reflexão e a crítica absolutamente pertinente, a composição cromática e a aplicação dos materiais não transmitiram harmonia. 9.7”.

“Na alegoria 4 nas costas do Cristo e na veste apareceu falha de acabamento e na alegoria 5 caiu uma das placas de acrílico de uma das janelas, inclusive a placa já estava solta aparentemente deslocada no vão da janela”, escreveu Soter Bentes.

Teresa Piva foi outra jurada que despontuou por conta da iluminação.

“Alegoria 2: “O templo transformado em mercado”. A alegoria ao iniciar o desfile diante do módulo estava acesa, porém ainda no módulo apagou e não mais acendeu”.

“O conjunto alegórico descreveu claramente o enredo, porém na realização pequenos detalhes comprometeram o resultado harmônico final. Não alegoria 03, a escolha dos materiais de revestimento e suas cores não causaram um impacto visual desejado, reforçando o peso visual pejorativo. Mesmo abortando a dor e sofrimento, a carnavalização permite a leveza da visibilidade. Na alegoria 02, as colunas apresentaram pequenas avarias percebidas claramente em suas emendas, o que comprometeram a estética final”, explicou Walber Angelo.

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