Em mais um ano o quesito que já tirou o Salgueiro da briga pelo campeonato foi despontuado levando apenas uma nota máxima em Samba-Enredo, dada pelo jurado Felipe Trotta. Melodicamente todos os outros jurados despontuaram a escola por conta das repetições melódicas.

Eri Galvão elogiou a letra do samba mas criticou a falta de criatividade melódica. “Letra – dentro do enredo e muito bem construída. Música – Os tromba regular, mas sem aquela pegada característica dos sambas do Salgueiro. Pelo menos contando com um grande refrão. Melodia com pouca criatividade.”

“Melodia (-0,1). A melodia perde em criatividade Por ter muitos trechos em que são usados recursos de repetição de notas ou variações simples entre duas mesmas notas, sem elaborar um melhor discurso melódico. Exemplo repetição: “na corda bamba da vida”, “tantas vezes”, “quando num breque…”, “quando a tinta insiste”, “na pele o tom da cora…” exemplo 2 notas: “com o peito repleto de amor” até “tinta insiste”, “há esperança entre sinais””, explicou Alfredo Del-Penho.

Alice Serrano despontuou a letra pela falta de criatividade e a melodia sem uma unidade entre a obra. “Letra – Proposta poética prejudicada em criatividade, com rimas previsíveis e
pouco originais na maior parte literal, apresentando as rimas ligadas do enredo, como trampolins e Benjamins. (-0,1) Melodia – Uma colagem de trechos melódicos, desconectados, sem uma espinha dorsal que dê uma unidade a proposta melódica, apresentando diversas vezes quebras acentuadas tais como: do verso “na companhia do luar para “feito sambista”; “na cara da gente um nariz vermelho” para “num circo sem lona, sem rumo, sem par” para “mas de todo show tem que continuar” para “bravo”; “salta menino!” para “a luta me fez majestade”, tudo isso transformando o samba num agrupamento de frases melódicas ao invés de uma estrutura encadeada, costurada. A melodia do refrão do meio de apresentou inadequada para um refrão, não se destacando enquanto refrão, mas apenas seguindo a melodia dos dois versos anteriores. (-0,2) O samba não funcionou bem na avenida”.

“Na primeira estrofe o trecho entre “beija o picadeiro da ilusão” até “vai onde o povo está” tem melodia muito confusa e sem ligadura com o primeiro refrão soa forçado. Isso se repete na segunda estrofe entre o trecho “(bravo) bravo!” até “salta menino””, justificou Clayton Fabio.

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